Simone Kobayashi

Desarmonia profissional e autoestima

Atritos no ambiente de trabalho podem refletir conflitos internos

Desarmonia profissional e autoestima

Alguma vez você já sentiu irritação ou raiva quando alguém lhe lembrou de um prazo que estava chegando ao fim? Chegou a refletir sobre as razões desses sentimentos? Talvez você já estivesse se cobrando isso (autocrítica) ou achasse que não iria conseguir (baixa estima). Ou talvez você pensasse que estava se matando e ninguém reconhecia (frustração).

Suponhamos que a pessoa que falou do prazo tivesse apenas a intenção de dar abertura para um pedido de ajuda ou desabafo, se você assim quisesse. Quem sabe? É importante tentarmos reconhecer e entender a emoções que sentimos no ambiente de trabalho. Nesse caso, a irritação que foi gerada “hipoteticamente” pela autocrítica, baixa estima e frustração: “Sim, estou com raiva, e o meu colega de trabalho só foi o espelho que refletiu o meu estado”.

Agora imagine outro exemplo. Você se irrita com a Fulana que chega ao escritório e não fala bom-dia. Ela é julgada como sem educação, metida, mal-humorada, etc… Bom, na verdade, não interessa se ela está ou não mal-humorada, é ou não metida; o que interessa mesmo é a razão disso lhe irritar tanto! Será que você está confortável com sua “carinha feliz” logo de manhã? Ou, até que gostaria de ser mal-humorado, mas não se permite, afinal, não está totalmente seguro no trabalho, tem problemas em casa, e também precisa manter a postura oficial de “simpático(a) do escritório”.

Assim como no primeiro exemplo, você percebeu que a Fulana não foi mais do que um mero espelho que refletiu você mesmo? Conquistando essa visão mais abrangente, podemos entender o quanto determinados conflitos são nossos, e só nossos. Se temos conflitos internos é natural que os exteriorizemos em desarmonias nas nossas relações humanas.

O que é sua realidade/verdade, pode não ser a do seu colega (e provavelmente não é!). Com essa consciência, fica mais fácil respeitar as posturas das outra pessoas. Achei perfeito o questionamento feito num outro artigo da Revista Personare: “Você quer ser feliz ou ter razão?”. Entre a busca pela perfeição e a busca pelo equilíbrio, é mais viável e saudável a opção pelo equilíbrio. Na própria imagem mental (figurada) de uma balança, supõe-se dois pólos. Qualquer excesso desestabiliza o conjunto. Até o excesso de “razão”!

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Simone Kobayashi

Simone Kobayashi

Terapeuta Holística atuante em São Paulo e OnLine. Dedica sua vida profissional à junção de técnicas terapêuticas como o Reiki, Florais, Acupuntura, Análise Energética, Limpeza Energética, Harmonização, Barras de Access e Cura quântica. Saiba mais