Celia Lima
Por Celia LimaLeia em 3 min.15/12/2015 Atualizado em 14/10/2019

Câncer de mama: saiba o que observar no autoexame

Vença o medo de conhecer seu próprio corpo e conheça florais para ajudar a superar a inibição

Você sabe fazer autoexame do seus seios para prevenir e reconhecer o câncer de mama? A falta de intimidade com o próprio corpo não é tão incomum quanto se pode imaginar. O corpo, até por ser o invólucro que dá expressão às coisas da alma, deve ser tratado com a atenção e o carinho devidos. Para isso, precisamos ser íntimos, conhecer nosso corpo, ter consciência de seu funcionamento, de suas fases, de sua sensibilidade.

Se por um lado existem pessoas que glorificam a forma física e a saúde perfeitas, muitas vezes se escravizando em academias, seguindo todas as modas alimentares e negligenciando outros aspectos da vida, por outro existe quem não dê atenção alguma ao corpo, não se importando com aparência desleixada, com hábitos saudáveis de higiene e evitando fazer exames médicos periódicos. Citei exemplos um tanto extremos para falar de outro grupo de pessoas, as que não dão a devida e equilibrada atenção ao corpo por vergonha de se “investigarem”.

Muitas mulheres não têm a necessária intimidade com seus corpos porque algo dentro delas não autoriza que se toquem, que se explorem, que se desvendem. Sexo e sexualidade ainda são tabus para algumas, seja por terem sido reprimidas em sua educação no lar, seja porque suas crenças religiosas são levadas ao pé da letra, seja por algum tipo de experiência traumática ou outros motivos. Ainda estamos na luta contra o preconceito quando o assunto é corpo e suas inúmeras possibilidades de prazer.

Ora, nosso corpo nos acompanha uma vida inteira, dependemos dele para interagir no mundo e, inclusive, para nos conhecermos melhor.

Afinal, nosso estado de saúde física muitas vezes denuncia questões emocionais mal resolvidas! É o caso da medicina psicossomática – cardiologistas, por exemplo, sugerem que alguns pacientes evitem fortes emoções, como forma de preservar o funcionamento do coração, as úlceras e as gastrites que muitas vezes têm como pano de fundo o estado emocional dessas pessoas. Sem contar algumas formas de alergia que vêm e vão sem diagnóstico preciso de suas causas e tantos outros sintomas físicos, atrelados a estados emocionais.

Intimidade com próprio corpo torna fácil o autoexame

A vergonha de explorar o próprio corpo pode ter consequências nefastas. Fique atento a sintomas como:

  • uma mancha que não estava ali,
  • uma dor que surgiu sem causa aparente,
  • cabelos que ficam ressecados,
  • unhas quebradiças,
  • secreções vaginais estranhas ao período menstrual,
  • odores mais fortes no corpo como um todo,
  • feridas que não cicatrizam.

Para que possamos nos investigar, é preciso antes ter a consciência da necessidade do toque. Como é a textura da nossa pele? A cor natural? Temos pintas espalhadas pelo corpo? Elas se mantêm estáveis, desenvolveram algum tipo de relevo diferenciado? E nossas mamas? Sim, nossas mamas! Tocamos, apalpamos, observamos, investigamos nossas mamas? Temos intimidade com nossos seios ou acreditamos que eles têm apenas a função de amamentar ou seduzir pela aparência, sem que seja preciso se importar com a saúde de nossas mamas?

A vergonha de tocar-se ou observar-se é, de fato, um impedimento para o autoexame. Mas não é um impedimento para que o câncer de mama, por exemplo, nos atinja.

Além de termos o recurso de buscar um terapeuta para compreendermos as origens da vergonha em se tocar, é preciso ter a consciência da importância do toque no que diz respeito à prevenção do câncer de mama ou sua detecção no início. Te proponho um primeiro exercício:

  • Olhe-se no espelho detidamente. Olhe-se com curiosidade, no silêncio de sua intimidade.
  • Toque suas mamas, uma de cada vez. Toque com atenção, percebendo como ela é.
  • Toque seus mamilos, perceba a textura, a coloração, a posição deles no seio.
  • Para superar a timidez de você para com você mesma, concentre-se no fato de estar sozinha e tente agir como uma investigadora.

Repita a observação de seu corpo tantas vezes quantas foram possíveis: antes ou depois do banho, antes de vestir-se para dormir, duas, três vezes por semana para acostumar seu olhar e aceitar com naturalidade todas as partes de seu corpo. E, então, passe a tocar-se: seus braços, seu rosto, suas pernas, e lembre-se que suas mamas são apenas mais uma parte do corpo que merece atenção. Mais atenção que todas as outras que você pode enxergar.

Isso funciona como um exercício: quanto maior o número de vezes que você repete essas idas ao espelho e essa visita do tato ao seu corpo, mais familiarizada vai ficando e menos tímida se torna. Depois, duas vezes ao mês já bastam para que você tenha o autoexame como rotina em sua vida.

Autoexame: o que você deve observar com os olhos:

  • A coloração da pele, especialmente manchas avermelhadas, ainda que sutis.
  • O formato das mamas: inchaços, aumento de volume, mudança no formato como algum afundamento.
  • Pequenas feridas.
  • Veias saltadas.
  • Mudança na textura, como se parecesse casca de laranja.
  • Mudança de posição ou do formato dos mamilos.
  • Perceber o sutiã ou a roupa úmida na altura dos mamilos ou mesmo observar a saída espontânea de alguma secreção pelo mamilo.

Autoexame: que você deve observar com o toque

  • Apalpe suas mamas, uma de cada vez, delicadamente com as pontas dos dedos. Você percebe algum nódulo (como se fosse um caroço) estranho em algum ponto, diferente do restante da mama?
  • Apalpe suas axilas da mesma forma e fique atenta caso perceba também algum tipo de nódulo.
  • Deslize suas mãos sobre toda a região da mama e veja se a textura da pele é diferente em algum ponto: mais enrugada ou mais áspera.

Fique atenta a dores constantes, não necessariamente fortes, na região das mamas, mamilos ou axilas!

O câncer de mama pode e deve ser prevenido, tratado e curado, mas você precisa de sua ajuda! Agendar mamografia anualmente é fundamental, mas é importante também o autoexame. No período de um ano, entre um e outro exame, o câncer pode se manifestar e qualquer dúvida a respeito de sua saúde deve ser imediatamente investigada e reportada ao seu médico.

Se você sente que a vergonha de olhar e tocar seu corpo a impedem de cuidar de sua saúde, recorra à ajuda profissional, pois certamente esse sentimento a impede de desfrutar de alguns prazeres na vida, além de atrapalhar o bom andamento de sua saúde.

Para ajudar você a superar esse sentimento, mande preparar uma fórmula floral com as seguintes essências:

  1. Mimulus (Bach)
  2. Alpine Lily (Califórnia)
  3. Buttercup (Califórnia)
  4. Easter Lily (Califórnia)
  5. Crab Apple (Bach)

Depois de pronta, coloque quatro gotas debaixo da língua ao menos quatro vezes ao dia (se você não puder ingerir álcool, mande preparar a fórmula em Glicerina Vegetal). Se sentir vontade ou necessidade de tomar mais vezes, não há problema. Essas essências vão ajudá-la a superar a vergonha, a melhorar sua autoestima e a lidar melhor com as questões que envolvem sua sexualidade, facilitando assim os cuidados tão necessários que envolvem tudo o que diz respeito ao câncer de mama.

Celia Lima

Celia Lima

Psicoterapeuta Holística, utiliza florais e técnicas da psicossíntese como apoio ao processo terapêutico. Presta atendimento também por meio de terapia breve com encontros semanais, propondo uma análise lúcida e realista de questões pontuais propostas pelo cliente objetivando resultados de curto/médio prazo.