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Síndrome do Burnout e Astrologia

Entenda a relação do cansaço trazido pelo trabalho remoto da pandemia com a Astrologia

Síndrome do Burnout e Astrologia

Depois de um ano com três planetas agindo ativamente no signo de Capricórnio, muita gente entrou 2021 se sentindo exausto. É verdade, trabalhamos remotamente de casa, por conta da pandemia, mas isso desorganizou nossas rotinas severamente. Passamos a não ter hora para começar a trabalhar, nem para terminar. Nossos chefes nos enviavam mensagens a qualquer hora do dia e da noite.

Embora a situação de 2020 tenha sido circunstancial, alguns de nós trazemos indicativos no Mapa Astral de tendência ao trabalho excessivo – ou o tão falado atualmente Burnout. É sobre isso que vamos trazer luz: Síndrome do Burnout e Astrologia.

Burnout e Astrologia em 2020

Afinal, se estamos trabalhando de casa e podemos tirar tantos breaks quanto desejemos, qual a linha entre trabalho e vida pessoal? Temos almoço? Que hora começa e que hora termina a nossa jornada?

Capricórnio é um signo amplamente conhecido pelo seu compromisso com o trabalho e, em 2020, seu regente, Saturno, estava presente ali, junto a Júpiter (que expande tudo que toca) e a Plutão, que intensifica todos os processos. Assim, para muitos, 2020 foi a epítome do excesso de trabalho e do Burnout.

É preciso pensar, ainda, que com tantos planetas em Capricórnio, seu signo oposto – Câncer – também foi ativado. Quanto de nosso tempo familiar (Câncer) nos foi “roubado” pelo excesso de atividade e demanda do seu signo oposto? Qual foi o custo emocional disso?

Se pensarmos que tanto Plutão quanto Saturno também fala de limites, será se entramos em 2021 com maior noção dos limites do nosso corpo, do nosso tempo e da nossa capacidade produtiva?

Burnout e Astrologia em 2021

Entramos 2021 cansados, exaustos e ainda confusos pela mudança que nos impôs 2020. Mas, por sorte, esse agrupamento de planetas em Capricórnio durou “apenas” um ano, e foi no último ano do trânsito de Saturno por seu signo.

Em 2021, tanto Saturno quanto Júpiter mudaram para Aquário, e aí ganhou-se maior consciência da responsabilidade social, não só em relação ao impacto das nossas ações sobre o nosso meio – vírus, uso de máscaras, etc. Como também ganhou-se maior consciência da nossa responsabilidade com nossos colegas de trabalho e com a nossa equipe quando as condições de trabalho são tão diferentes (aquário) do que foram até aqui.

Agora nos resta retomar o cuidado com o nosso corpo e tentar nos recuperarmos do possível Burnout que 2020 pode ter nos causado.

Burnout no Mapa Astral

Embora a situação de 2020 tenha sido circunstancial, alguns de nós trazemos indicativos no Mapa Natal de tendência ao trabalho excessivo. Por exemplo, aspectos tensos entre Lua e Saturno (para mulheres) e Sol e Saturno (para homens) pode indicar tendência a se sobrecarregar e a querer se provar constantemente, mesmo quando não é necessário.

A presença de Saturno na casa do trabalho (6) ou da carreira (10) pode levar a uma responsabilidade acentuada em relação a obrigações públicas ou profissionais que mais cedo ou mais tarde nos passam fatura (você pode ver isso aqui no seu Mapa Astral).

Planetas como Netuno ou Júpiter na casa 6 (da rotina, do ambiente de trabalho e do corpo físico) também podem nos levar a não termos consciência dos limites do nosso corpo e da nossa energia, levando-nos eventualmente a exaustão.

O que é Burnout?

Por definição, Burnout é a síndrome do esgotamento profissional. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o Burnout está associado a estresse crônico associado ao trabalho, ao sentimento de esgotamento físico e emocional, a falta de energia e vitalidade, ao pessimismo e a redução da nossa eficiência profissional.

Nos forçamos a fazer tanto por tanto tempo sem nos preocuparmos em repor a energia gasta que, após um tempo determinado, não temos mais nada para oferecer. Embora o Burnout seja preocupante em qualquer área de atuação, é especialmente importante evita-lo quando trabalhamos com saúde física ou mental.

Isso porque o Burnout pode levar a falta de empatia pela dor do outro, o que torna estes profissionais mais frios e mais duros, quando aqueles que estão sendo tratados por eles precisam muito que eles se importem.

Embora existam intervenções, inclusive medicamentosas, para tratar o Burnout, a melhor forma de lidar com o problema é prevenindo-o. Por nunca sabermos quando fomos longe demais – e que tão longe demais fomos – é importante evitar que o Burnout se instale.

E a maneira mais eficiente de faze-lo é adotando rotinas que priorizem o equilíbrio entre diferentes áreas de nossas vidas. Técnicas de gerenciamento de estresse, que incluem meditação e mindfulness, satisfação com o ambiente de trabalho, se sentir valorizado profissionalmente, tempo de qualidade com a família/filhos, tempo de lazer e tempo livre fazem parte do combo de prevenção.

No que se refere a tratamento, o segredo consiste em identificar as áreas que não estão sendo atendidas e redistribuir o tempo. O problema, no entanto, é que pode ser preciso uma reclusão absoluta e retirada completa do meio que causou/causa o estresse (em muitos casos, o ambiente de trabalho) por várias semanas para que a pessoa possa voltar a uma condição de começar a renegociar seus espaços e tempos.

Em outras palavras, quando falamos de Burnout, o custo de tratar pode ser infinitamente maior do que o de prevenir, tanto para o empregado quanto para a empresa.

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Marcia Fervienza

Marcia Fervienza

Astróloga há mais de 15 anos e psicóloga, atua como colaboradora em Astrologia para diversas revistas e possui trabalhos publicados em vários países. Oferece atendimentos astrológicos presenciais e virtuais. Saiba mais