Roberta Palermo
  • Por Roberta Palermo
  • Leia em 3 min.
  • 09/03/2015
  • Atualizado em 19/04/2018 às 17:10

Alienação parental x guarda compartilhada

Terapeuta familiar defende a divisão justa das responsabilidades com os filhos

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Alienação parental x guarda compartilhada

Há muitos anos ouvimos histórias tristes de pais que são afastados de seus filhos após a separação. Normalmente a guarda fica para a mãe e para o pai restam os parcos dias de convivência, normalmente finais de semanas alternados. Quando a mãe está magoada e quer punir o ex-cônjuge, pode usar a criança como arma. É aquela mãe que some com a criança nos dias de convivência do pai e mente, dizendo ao filho que o pai não a ama e por isso foi embora de casa. Fala tantas coisas ruins, que até a própria criança passa a desvalidar esse pai e a não querer mais conviver com ele. Nesse momento fica confirmada a Alienação Parental.

Diante dessa dificuldade, é comum o pai se afastar. Ele se cansa, pois é desgastante. Ele sabe que, apesar de tudo, aquela mulher cuida bem da criança e para não atrapalhar a vida de seu filho, não aparece mais.

é comum o pai se afastar. Ele se cansa, pois é desgastante. Ele sabe que, apesar de tudo, aquela mulher cuida bem da criança e para não atrapalhar a vida de seu filho, não aparece mais.

Esse é o maior erro que um pai pode cometer! Essa criança quer conviver com esse pai, quer que ele batalhe por ela e não que desista porque está complicado. A mãe é quem está atrapalhando, e não o pai, por querer manter a convivência.

E vai dar trabalho mesmo. O pai vai gastar dinheiro com um advogado, vai ter muita dor de cabeça, mas não pode desistir. Ele tem que pedir imediatamente uma liminar para buscar a criança em seus dias.

Lei da Guarda Compartilhada

Para acabar de vez com essa questão, entrou em vigor a lei da Guarda Compartilhada: ao se separarem, pai e mãe serão responsáveis pela criança. A residência pode ser a materna ou a paterna, mas o ente que não morar com a criança terá todo o direito de compartilhar as decisões sobre a vida de seu filho.

Dentro de cada realidade familiar, vai estipular a responsabilidade de cada um. Se a criança morar com o pai, por exemplo, a mãe pode ser responsável por levar/buscar na escola, ao dentista. Mas nenhuma decisão será tomada apenas pelo pai.

Há quem acredite que a lei “não dará certo” se os pais não se entenderem. Mas os pais que se entendem já aplicam esse modelo de guarda, mesmo que tenham a guarda unilateral. Os pais que não se entendem, que atrapalham, são os que mais precisam. Se não tiverem competência para cuidar da criança de uma maneira adequada, terão que obedecer ao que o juiz estipular.

Os pais que não se entendem, que atrapalham, são os que mais precisam. Se não tiverem competência para cuidar da criança de uma maneira adequada, terão que obedecer ao que o juiz estipular.

E se descumprir o combinado, a guarda vai para o outro ente.

O mais importante é que o bem-estar da criança seja levado em conta e que todos entendam que filhos querem o pai e a mãe participando de sua vida. A criança se sente amada e cuidada enquanto vive em um ambiente organizado, em harmonia. Você, pai ou mãe, que nesse momento está afastado de seu filho, não desista! Não compactue com essa maldade.

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Roberta Palermo

Roberta Palermo

Roberta Palermo é terapeuta familiar e autora do livro "Ex-marido, pai presente - Dicas para não cair na armadilha da alienação parental" (Editora Summus). Saiba mais