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Você sabe por que briga com seu amor?

Observe os motivos que lhe fazem entrar em discussões sem sentido

 

Na série de artigos sobre As 7 Leis Universais do Amor, após entendermos que toda a ação gera uma reação, que a forma como nossa cara-metade nos trata tem muito a ver com a forma com a tratamos e de que, por isso mesmo, é ela semelhante a nós, portanto, é bom evitar manter um clima negativo e de reclamação no relacionamento, agora chegou o momento de aprendermos a parar de projetar nossa sombra sobre aquele que tanto amamos.

Estar num relacionamento pode ser muito bom em alguns dias e extremamente cansativo ou sufocante em outros. No entanto, os parceiros que compõem esta montanha-russa de altos e baixos emocionais são sempre os mesmos. Como podemos ser ao mesmo tempo adoráveis e irritantes, compreensivos e egoístas, presentes e indiferentes? Sofremos de distúrbio de personalidade? Não! Para falar a verdade, como mudanças internas geralmente demoram a acontecer, o mais provável é estarmos vendo no outro a oscilação de nossas próprias projeções mentais.

Isso acontece porque todos nós somos muito complexos. Temos um lado de luz (consciente) e outro de sombra (inconsciente). Assim, uma das formas mais eficientes de conhecermos e compreendermos este lado oculto de nós mesmos é visualizando-o no outro ao simplesmente projetar emoções, conceitos e pensamentos que estão dentro de nós. Porém, isto nem sempre causa uma sensação agradável, pois nossa primeira impressão é negativa, pois quem quer admitir que seja mesquinho ou egocêntrico? Por exemplo, se você é uma pessoa muito crítica, a tendência é que seja muito criticada pelos outros. Neste sentido, o lado crítico de seu amor irá aflorar com frequência, quando ele estiver perto de você, inconscientemente.

Em outras palavras, quando nosso amor manifesta algo ruim que tem tudo a ver com quem somos intimamente, temos a tendência a não enxergar este comportamento de forma isolada e clara. Simplesmente reagimos, rejeitamos e combatemos, como se aquilo fosse um ataque direto, confundindo, portanto, o que estamos enxergando daquilo que realmente está acontecendo.

Geralmente muitas das brigas entre casais nascem assim e a culpa que se dá é falta de comunicação ou compreensão. Porém, a realidade é que um dos dois apenas usa o outro para lutar contra uma característica pessoal, sem enxergar de fato sua cara-metade por trás dessas projeções. Isso leva muitas vezes um relacionamento bem-sucedido ao fracasso, com o acúmulo de ofensas e mágoas.

Lidando com a sombra

Para se compreender melhor como funciona esta dinâmica, imaginemos que um casal cuja mulher seja muito resolutiva, mas infantil, que gosta de ser cuidada e amparada o tempo todo e o homem goste de ver a casa tão limpa quanto sua mãe deixava quando ele era criança. Conscientemente, ela sabe que é independente e que não precisa ser pega no colo e ele que exigir limpeza de sua mulher, quando podem pagar uma faxineira é machismo. Nenhum dos dois vai admitir ser assim ou ter esta característica internamente, pois a consideram como sendo negativa. Porém, se um dia ele encontrar algo sujo, este lado oculto nele poderá emergir e, sem que ele perceba, começar a reclamar como a casa vive suja, dando a entender que ela é responsável por isso. Ela, que tem o problema da infantilidade, irá se sentir ferida e atacada, como se fosse uma criança indefesa. Neste momento, se não perceberem que não estão agindo racionalmente, poderão brigar por nada, pois ela dirá que não tem tempo de limpar e chorará e ele será categórico afirmando que não a está culpando de nada. No entanto, um sentirá raiva do outro e ficarão se defendendo de um ataque que na verdade nunca aconteceu.

Este tipo de situação pode surgir de formas muito diferentes, pois dependerá da rotina atual e da experiência de vida de cada um. Até mesmo porque esta sombra tem muita relação com problemas de infância e com a forma com a qual cada um de nós foi educado. Por isso, como saber reconhecer quando este processo começa e, melhor, como evitar que ele se propague?

Talvez fazendo algumas perguntas básicas antes de reagir:

  • Eu realmente tenho a responsabilidade sobre isso?
  • Estou de fato recebendo alguma acusação direta?
  • Meu amor está evidentemente apontando a falha para mim ou sou eu quem está inferindo?
  • Minha cara-metade realmente fez algo que merecesse minha raiva neste momento?
  • Por que estou emocionalmente abalado se o assunto é algo banal?

É muito importante dar esta respirada e fazer estas perguntas, pois brigas homéricas podem acontecer dentro do lar ou em qualquer outro lugar por causa de assuntos tolos como um objeto quebrado ou que se perdeu, o esquecimento de um compromisso, o uso de um tipo de roupa ou de expressão verbal, etc. Chega a ser tão surreal que, se alguém observasse de fora, pensaria que a briga teria a ver com coisas graves, como a descoberta uma traição, que um dos dois cometeu um crime ou que está prestes a fugir para outro país.

No caso do nosso exemplo, se a mulher apenas tivesse ignorado o comentário e depois comunicado que contratou uma faxineira para limpar, nenhuma briga teria acontecido e nenhum ressentimento teria se instalado no coração dos dois por nada.

Enfim, aprenda a observar sua cara-metade pelo que ela é e manifesta, não pelo que seus medos ou problemas do passado lhe dão a sensação de ser.

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SOBRE O AUTOR

Vanessa Mazza

Graduada em Comunicação Multimídia pela UMESP, é taróloga há mais de 15 anos. Estuda as abordagens desta prática, com o fim de decifrar a complexidade humana, abrangendo em suas consultas temas como feng shui, i ching, astrologia e numerologia. Saiba mais »

contato: vanne.furquim@gmail.com
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