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Quando a fofura vira um alerta

Saiba como identificar, prevenir e tratar a obesidade infantil

 

Seu filho está apenas gordinho ou já se enquadra no padrão de obesidade infantil?

Pesquisas em todo mundo estão atentas para a questão da obesidade infantil. Até que ponto os pais têm noção da saúde dos filhos?

Uma das mais recentes análises com relação ao tema foi realizada pela Academia Americana de Enfermeiras, em Las Vegas, e o resultado foi chocante: 83% dos pais de filhos obesos acreditavam que eles estavam apenas gordinhos e que o peso extra não afetava a saúde.

Como identificar

A principal questão é: como identificar a obesidade infantil e, ainda mais, como realmente diferenciar o excesso de peso que afeta a saúde do que é considerado normal?

Existe uma mudança de gordura corporal nas crianças ao longo do crescimento. Além disso, meninos e meninas possuem diferenças em relação à quantidade de gordura considerada normal.

Segundo o Ministério da Saúde, o sobrepeso é definido como um peso que está acima do peso em que se encontram 97% das crianças saudáveis, do mesmo sexo e idade. Ou seja, crianças até 10 anos são consideradas obesas quando estiverem com 20% ou mais do peso ideal para a idade.

Segundo o site Boa Saúde, "para crianças acima de 10 anos, a obesidade é diagnosticada a partir do cálculo do índice de massa corporal (IMC= peso em KG dividido pela altura ao quadrado)".

A principal causa é a falta de uma alimentação balanceada, porém, a obesidade também pode ter fator hereditário.

As consequências da obesidade nas crianças

Além dos traumas psicológicos que podem ser gerados por apelidos durante a fase infantil, existem problemas sérios de saúde que surgem quando uma criança está obesa.

Os principais efeitos são o aumento de triglicerídes e colesterol, que podem levar a criança a desenvolver outras doenças no futuro, inclusive, diabetes. Além disso, podem ocorrer alterações na pele, como o aumento de oleosidade, além de mudanças ortopédicas, pressóricas e até mesmo respiratórias. Mas, na maioria das vezes, essas alterações são mais evidentes na vida adulta.

É importante ressaltar que uma criança obesa em idade pré-escolar tem 30% de chances de virar um adulto obeso. O risco sobe para 50% caso a criança entre na adolescência acima do peso. Isto ocorre porque as células adiposas vão cada vez mais sendo "impregnadas" de gorduras, até que estouram e se multiplicam, fenômeno muito comum justamente na adolescência.

O combate à obesidade infantil

A principal arma no combate à obesidade infantil é investir em reeducação alimentar. Para isso, algumas normas gerais precisam ser seguidas: ingestão de vitaminas, cereais, que ajudam na digestão, frutas e hortaliças devem fazer parte do cardápio alimentar. Em resumo: uma dieta balanceada que resulte na manutenção do peso. Porém, não é válido impor regimes fixos e obrigatórios às crianças, pois acabam gerando mais angústia e sofrimento para os pequenos. Psicologicamente essa ação apenas trará resistência ao cuidado da saúde, por parte das crianças.

Os pais devem oferecer auxílio e amor para ajudar no tratamento da criança obesa. O apoio emocional nessa hora é essencial e torna a criança mais positiva e confiante para acreditar no seu próprio potencial e na capacidade que ela tem de chegar ao seu peso ideal, com saúde.

Para o tratamento, é importante a presença de uma equipe multiprofissional composta por nutricionista, médico, educador físico e até mesmo um psicólogo. Pois a questão física pode estar ligada com o fator emocional, como por exemplo, comer como fuga da realidade, angústia, entre outros. Identificar essa causa pode ser útil ao resultado.

Buscar informações sobre o assunto também é uma excelente ferramenta de conscientização dos pais sobre a melhor forma de lidar com a questão.

Lembre-se: saúde é vida! Cuide da saúde dos seus filhos.

Instruções gerais para o peso corporal de crianças

Recém-nascido (não prematuro)- peso médio= 3 quilos / limite inferior= 2,5 quilos / limite superior = 4 quilos
3 meses - peso médio = 6 quilos homens, 5 quilos mulheres /limite inferior = 4,5 quilos homens, 4,39 quilos mulheres / limite superior = 7 quilos homens, 6 quilos mulheres
6 meses - peso médio = 8 quilos homens, 7 quilos mulheres / limite inferior = 6,5 quilos homens, 6 quilos mulheres / limite superior = 9 quilos homens, 8,5 quilos mulheres
9 meses - peso médio = 9 quilos homens, 8,5 quilos mulheres /limite inferior = 8 quilos homens, 7,5 quilos mulheres / limite superior = 10,5 quilos homens,10 quilos mulheres
12 meses - peso médio = 10 quilos homens, 9 quilos mulheres /limite inferior = 9 quilos homens, 8 quilos mulheres / limite superior = 11,5 quilos homens, 11 quilos mulheres
18 meses - peso médio = 11,5 quilos homens, 11 quilos mulheres /limite inferior = 10 quilos homens, 9,5 quilos mulheres / limite superior = 13 quilos homens, 12 quilos mulheres
2 anos - peso médio = 12,5 quilos homens,12 quilos mulheres / limite inferior =11 quilos homens, 10 quilos mulheres / limite superior = 14 quilos homens, 13,5 quilos mulheres
4 anos - peso médio = 17 quilos homens, 16 quilos mulheres /limite inferior = 14 quilos homens,13,5 quilos mulheres / limite superior = 19,5 quilos homens,19 quilos mulheres
6 anos - peso médio = 20 quilos homens, 19,5 quilos mulheres / limite inferior = 17 quilos homens, 16,5 quilos mulheres / limite superior = 24 quilos homens, 24 quilos mulheres
8 anos - peso médio = 25 quilos homens, 24,5 quilos mulheres / limite inferior = 22 quilos homens, 20,5 quilos mulheres / limite superior = 31 quilos homens, 32 quilos mulheres
10 anos - peso médio = 31 quilos homens, 32 quilos mulheres / limite inferior = 25 quilos homens, 26 quilos mulheres / limite superior = 41 quilos homens, 45 quilos mulheres
FONTE: Enciclopédia Ilustrada de Saúde Online

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SOBRE O AUTOR

Rachel Lopes

Rachel Lopes é jornalista e produtora de conteúdo com enfoque gastronômico. Apaixonada por culinária, fez diversos cursos no Senac do Rio de Janeiro. Escreve sobre alimentação, saúde e beleza. Saiba mais »

contato: rachelopes2013@yahoo.com.br
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