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Saúde e Alimentação > Prevenção e Cuidados

Qual adoçante eu devo usar?

Conheça os diferentes tipos, vantagens e desvantagens

Por: Amanda Regina

 

Quando lançados, os adoçantes eram indicados apenas para pessoas diabéticas ou com restrições alimentares. Com o passar do tempo, passaram a ser usados também por quem deseja ingerir menos açúcar e controlar o peso. E se tornaram frequentes dúvidas como essas: quando e quanto usar? Qual o tipo mais adequado para mim?

Para começar, é preciso entender que adoçantes são compostos por edulcorantes, ou seja, substâncias responsáveis por conferir sabor doce. Existem dois tipos: os adoçantes não calóricos (não possuem calorias) e os adoçantes calóricos. O poder adoçante tem como uma unidade padrão o açúcar sacarose, o famoso açúcar refinado e branquinho que usamos no dia-a-dia. O adoçante pode adoçar cerca de quase duas vezes mais que o açúcar a até 300 vezes mais se considerarmos nas mesmas proporções.

Por isso, precisamos conhecer os tipos de adoçantes para saber qual é o mais indicado para cada pessoa. Vale saber: o adoçante ciclamato e a sacarina são à base de sódio e podem colaborar para o aumento da pressão sanguínea, não sendo indicado para pessoas hipertensas. Durante a gravidez, existem tipos mais seguros, indicados para casos de sobrepeso ou diabetes gestacional.

São adoçantes não calóricos:

Sacarina sódica

  • É o adoçante artificial mais antigo, foi descoberto em 1897 e usado desde 1900. Sua descoberta foi "à toa" pois o pesquisador em questão descobriu sem querer a substância, experimentando-a. É sintético e extraído de um derivado do petróleo
  • Adoça aproximadamente 300 vezes mais do que a sacarose
  • Não causa cáries
  • Possui sabor residual amargo e metálico
  • Sua vantagem está em ser estável à altas temperaturas, podendo ser utilizado em preparações quentes
  • Normalmente combinado com o ciclamato e líquido (transparente)

Ciclamato de sódio

  • Também é sintético e extraído do petróleo
  • Seu sabor adoçante é 30 vezes maior do que o açúcar
  • Muito utilizado em conjunto com a sacarina, principalmente na formulação de bebidas líquidas dietéticas
  • Também pode deixar um sabor residual amargo

Aspartame

  • Sintético, produzido a partir de dois aminoácidos naturais (aminoácidos são componentes das proteínas): o ácido aspártico e a fenilalanina
  • Seu uso está contraindicado para pessoas portadoras de uma doença congênita rara chamada "fenilcetonúria", diagnosticada através do teste do pezinho. Por isso produtos à base de aspartame devem ter sempre indicado nos rótulos: "Atenção: contém fenilalanina"
  • Adoça cerca de 180 vezes mais do que o açúcar, com a vantagem de não possuir o sabor amargo. A desvantagem é que perde as propriedades de adoçar em altas temperaturas

Acessulfame-K

  • É um sal de potássio produzido a partir de um ácido da família do ácido acético, o nosso conhecido vinagre
  • Não é digerido pelo nosso corpo, ou seja, não é metabolizado.
  • É estável em altas temperaturas e seu poder é de 180 vezes mais doce que o açúcar
  • Pessoas com deficiência renal e que tem o potássio controlado devem evitar a utilização deste adoçante e de produtos que o contenham

Stévia ou estévia

  • Edulcorante natural,extraído de uma planta originária na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. Os índios faziam chás dessa planta para adoçar os alimentos, daí ela foi descoberta
  • Seu sabor é de 300 vezes mais doce que o açúcar,pode possuir residual amargo e normalmente está associada com outros tipos de adoçantes

São adoçantes calóricos:

Frutose

  • Edulcorante natural extraído das frutas e do mel
  • Contém quatro calorias por grama
  • Quando ingerida junto com as refeições pode não alterar a glicemia, porém deve ser utilizada com cautela por pessoas diabéticas e/ou com triglicérides elevados
  • Seu poder adoçante é de 1,8 em relação ao açúcar

Sorbitol e Manitol

  • São álcoois de açúcar obtidos pela redução da glicose (sorbitol) e frutose(manitol)
  • Contêm 4 kcal por grama (o mesmo que os carboidratos)
  • Não causam cáries e por isso são largamente utilizados na produção de goma de mascar
  • São utilizados por indústrias na elaboração de produtos dietéticos
  • Podem possuir efeito laxativo

Saiba qual é a recomendação máxima pela Organização Mundial de Saúde:

Para obter o valor diário (máximo) recomendado, basta multiplicar o valor abaixo pelo seu peso:

Edulcorante => Limite (mg/Kg)

Acesulfatame-K: 15

Aspartame: 40

Ciclamato: 11

Frutose: não existe limite

Sacarina: 5

Stévia: 5,5

Xylitol, Manitol e Sorbitol: 15

Fique de olho

Cuidado com o excesso de adoçantes se você consome tudo diet, light ou zero: refrigerantes, gelatinas, geléias, sucos, chás. Assim fica mais fácil ultrapassar a quantidade máxima a ser ingerida.

Estudo recente publicado na revista "NeuroImage indicou que quanto mais a pessoa utilizar adoçantes, isso pode "enganar" o cérebro que esperava glicose devido ao sabor doce e como não a recebeu, despertar o apetite. Por este razão, sugiro que a utilização seja orientada por médico ou nutricionista.

Atenção também em não "esguichar" os adoçantes, pingue gota por gota.

O ideal para a saúde é acostumarmos nossos paladares aos sabores naturais. Que tal experimentar um suco sem adoçá-lo ou um bom café?

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SOBRE O AUTOR

Amanda Regina

Nutricionista especialista em "Personal Diet" e Nutrição ampliada pela Antroposofia. Atua em consultório, escolas e ensinando pessoas a cozinhar de uma maneira mais saudável. Saiba mais »

contato: amandasregina@gmail.com
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