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Puberdade descomplicada

Como orientar os filhos com firmeza e eficiência, sem perder a ternura

Por: Chantal Brissac

 

Quem tem filhos pré-adolescentes às vezes se sente perdido com o estilo dessa geração. Nascidos na era digital, eles têm a maior facilidade para se conectar com as mais variadas e modernas linguagens tecnológicas. São rápidos, espertos, inteligentes, ligados, ousados. Conseguem fazer várias coisas ao mesmo tempo: falam ao celular enquanto teclam na internet e ouvem música no Ipod - às vezes com a tevê ligada. Parecem adultos circulando com sua parafernália tecnológica, frequentando shoppings e consumindo.

Só que toda essa "casca" madura e moderna esconde, porém, um miolo bem mais frágil. Na verdade, eles vivem os mesmos conflitos que outras gerações já viveram. Afinal, a puberdade tem sido igual para todos. As transformações no corpo, a reviravolta emocional e as inúmeras questões que surgem nessa fase são naturais e vêm mexendo com os pré-adolescentes desde que o mundo é mundo. São inseguros, sim; são carentes, certamente; e precisam do apoio e da segurança da família.

É um período em que devem ser orientados com mais firmeza e eficiência e olhados com mais foco e ternura. Vão precisar de vários "sim" e "não" dos pais para poder bater suas asas lá fora e alçar voo. Aliás, nos dias de hoje, mais "não" do que "sim". A permissividade extrema atrapalha o crescimento, porque não incute responsabilidade nos adolescentes e não lhes ensina as regras da preciosa relação de causa e efeito."A permissividade extrema atrapalha o crescimento, porque não incute responsabilidade nos adolescentes e não lhes ensina as regras da preciosa relação de causa e efeito." Eles precisam se responsabilizar por suas ações e escolhas, por menores que elas sejam. Um exemplo? Se eles perdem a mochila por displicência e os pais dizem "não tem problema, compramos uma nova amanhã", vão crescer com a noção de que poderão errar à vontade que nada acontecerá. E tenderão a pautar suas vidas pelo descontrole, pelo descompromisso e, consequentemente, também pelo tédio, revolta e indiferença.

A ternura e o amor dos pais - e principalmente a firmeza, os limites e o respeito mútuo- serão sempre o alimento básico para que possam seguir em frente, acreditando nas suas potencialidades e confiando nas suas intuições. É a melhor receita para que possam crescer e se tornar adultos saudáveis e felizes.

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SOBRE O AUTOR
Chantal Brissac

Chantal Brissac

Jornalista e autora de "Demitido? Sorte sua! Como superar a crise e dar a volta por cima" (Ediouro), "Quem é você, mulher?" (Ediouro) e "Seja feliz também naqueles dias" (Ed. Ficções)

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