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Por que eles sempre somem? - PARTE 2

Perceba como se formam desequilíbrios que afetam seus relacionamentos

 

Na primeira parte deste artigo falamos sobre casos de pessoas que vivenciam afastamentos inesperados em seus relacionamentos afetivos. Desequilíbrios energéticos geralmente inconscientes atuam em suas vidas, gerando uma angústia que se resume na pergunta: o que há de errado em mim?

Somos todos um conjunto vibracional de nossos corpos físico, emocional, mental e espiritual. Atuamos e interagimos com as pessoas e com o meio a nossa volta em todos esses níveis, e assim podemos nos aperfeiçoar e viver cada vez melhor. Todas as pessoas e situações em nossas vidas representam oportunidades de aprendizado.

Imagine uma pessoa que tem uma natureza excessivamente doadora, que gosta de sempre agradar aos outros, atendendo aos desejos alheios. Age de acordo com as vontades das outras pessoas, abrindo mão de sua verdade e essência. Ela se envolve com uma pessoa bastante egocêntrica, egoísta e controladora. Essa pessoa gosta de ser o foco das atenções e que tudo seja feito à sua maneira. Agora imagine a interação energética entre esses dois. Os padrões desequilibrado de ambos se encaixam perfeitamente. Isso pode ser sentido como uma forte e inexplicável atração e paixão entre eles. E assim cria-se um vínculo entre energias desequilibradas complementares.

Esse desequilíbrio se manifestará na vida do casal: a pessoa doadora demais se sentirá sobrecarregada pelas demandas e controle do parceiro que, por sua vez, sentirá que a pessoa ao seu lado é de alguma maneira muito dependente e frágil.

Se pelo menos um dos parceiros perceber o potencial de aprendizado no relacionamento, poderá utilizar a situação para equilibrar seus padrões negativos. A pessoa doadora poderá perceber que precisa ser mais egoísta, no sentido de respeitar sua verdade e essência, impondo seus limites de maneira saudável. A pessoa demasiadamente egoísta poderá perceber a necessidade de abrir-se mais aos outros, exercitando sua capacidade de doar-se e compartilhar, aprendendo a lidar com seu ímpeto controlador. Caso ambos consigam perceber a oportunidade de crescimento, consciente ou inconscientemente, podem ajudar-se mutuamente a equilibrarem-se, facilitando e acelerando o crescimento um do outro.

Entretanto, se nenhum dos parceiros percebe essa oportunidade de aprendizado, o excessivamente doador poderá colocar a si mesmo como vítima e o outro como algoz. Entenderá que egoísmo é algo ruim que o faz sofrer, e que, por isso, deve continuar cada vez mais doador. O parceiro egoísta, por sua vez, entenderá que uma postura doadora significa fraqueza e submissão e que, portanto, deve cada vez mais estar voltado e fechado em si mesmo. Dessa maneira, os dois reafirmam e reforçam seus padrões desequilibrados, além de criarem medo e ojeriza à postura um do outro - justamente o oposto do que seria o aprendizado da lição. Isso fica registrado em seus subconscientes como uma crença desequilibrada e que energeticamente estará ativa em uma próxima interação com o meio ou com outra pessoa. Futuramente, atrairão parceiros cada vez mais egoístas ou doadores, vivendo relacionamentos com padrões cada vez mais desequilibrados, até que percebam qual o aprendizado por trás desse cenário.

Nossa tendência é perceber o problema no parceiro: o outro faz isso, fala aquilo, age de tal maneira. Mas não paramos para pensar no motivo de estarmos vivenciando tais ações e atitudes do outro."Nossa tendência é perceber o problema no parceiro: o outro faz isso, fala aquilo, age de tal maneira. Mas não paramos para pensar no motivo de estarmos vivenciando tais ações e atitudes do outro."

Porque atraio esse tipo de atitude, de situação? Quais padrões, atitudes e comportamentos meus estão alimentando ou contribuindo para que isso aconteça?

Existe sempre a escolha de como queremos vivenciar as situações: como vítimas dos outros e da vida, ou como agentes de aprendizado e crescimento. Podemos deixar que nossas interações sejam passivamente determinadas pelos nossos desequilíbrios. Ou podemos assumir nossa responsabilidade e nos tornarmos agentes de cura e equilíbrio em nossos relacionamentos e situações de vida.

Muitas vezes, mesmo tendo consciência dos padrões e oportunidades de aprendizado, ainda assim é difícil mudar. É preciso amor, paciência e perseverança. Em alguns casos, pode ser muito útil procurar orientação terapêutica para ajudar nessa mudança. Mas saiba que sempre existe possibilidade de mudar e de ser feliz - e ela está ao seu alcance: é sua escolha.

Para continuar refletindo sobre o tema

Releia a primeira parte deste artigo.
Leia a parte final do artigo

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SOBRE O AUTOR

Ceci Akamatsu

Terapeuta acquântica, faz atendimentos presenciais no Rio de Janeiro, em São Paulo e à distância. É a autora do livro Para que o Amor Aconteça, da Coleção Personare.  Saiba mais »

contato: ceciakamatsu@gmail.com
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