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Por que é difícil manter resoluções de ano novo?

Medicina Chinesa aponta qual elemento impulsiona suas propostas de mudança

 
Imagem: Dollar Photo Club

Quando chega o fim do ano fazemos mil "resoluções de ano novo", que em sua maioria são propostas de mudança de hábitos. Afinal, todos nós temos hábitos, nossa vida é cheia de ciclos que se repetem, como, por exemplo, acordar e fazer as refeições aproximadamente no mesmo horário, mesmo quando não temos compromisso. Mas você já parou para pensar por que, no fim de cada ano, costuma fazer as mesmas propostas de mudança?

A resposta para esta pergunta tem ligação com a Medicina Tradicional Chinesa (MTC), que considera 5 elementos que se regulam entre si. São eles:

  • Água
  • Terra
  • Fogo
  • Ar
  • Madeira

Destes, a Água é o primordial, que governa o rim e os ossos e tem ligação com o instinto, a memória mais profunda, o inconsciente coletivo e, principalmente, a VONTADE (que escrevo em maiúscula de propósito, pois é muito mais do que a forma como usamos esse termo no dia a dia). Não é como sentir vontade de tomar um sorvete ou de viajar. É uma força interna, muito profunda, que todos possuímos e nos direciona de uma forma meio inconsciente rumo à realização de um objetivo essencial nas nossas vidas.

Sabe aquela força que você não sabe de onde tira para estudar para uma prova ou concurso, mesmo naquele domingo maravilhoso de sol com a praia lhe convidando? É essa VONTADE que é primordial em cada ser humano.

Sendo ligada ao elemento Água, a imagem da VONTADE é uma nascente ou um gêiser, como mostra a figura ao lado. Se você já teve a oportunidade de ver a nascente de um rio, sabe do que estou falando. O Rio São Francisco, por exemplo, nasce na Serra da Canastra, em Minas Gerais, no meio de um monte de pedras, brotando da terra. O gêiser (foto ao lado) jorra a cada momento a água quente que traz do subterrâneo.

Hábitos ou você: quem está no controle?

Hábitos são como órgãos do corpo

Hábitos são como órgãos do corpo
Um hábito é quase como um órgão do nosso corpo. Algumas de suas funções são de fácil compreensão, como almoçar para não sentir fome, tomar banho para ficar limpo e cheiroso e não adoecer, ou acordar cedo para não perder a hora do trabalho. Mas, outros hábitos possuem um funcionamento automático que muitas vezes foge de qualquer lógica, como levantar às 6h da manhã em um feriado, quando você poderia dormir até tarde.
Geralmente os hábitos facilitam nossa vida. Imagina se toda vez que eu fosse escovar os dentes precisasse me convencer da importância desse ato para a minha saúde bucal! Entretanto, alguns hábitos podem ser benéficos no início e depois se tornam desagradáveis ou mesmo nocivos. Os vícios poderiam entrar nessa lista, mas são situações mais radicais. Aqui eu falo de hábitos mais prosaicos. Esse de acordar cedo, por exemplo, provavelmente vai me incomodar quando eu me aposentar ou estiver de férias.

Os hábitos surgem como as nascentes, pela VONTADE, e são como uma roda d'água que utiliza esta força para a realização de algum objetivo que almejamos. O problema é quando este objetivo não é mais importante para nós ou se torna uma carga pesada e não modificamos essa roda d'água do hábito, que ficará sempre girando e girando. Nessa hora, é preciso ter uma ação consciente e disciplinada sobre a VONTADE para alterar a ação da roda ou mesmo eliminá-la. Eu entendo disciplina como aquilo que não gosto de fazer, que me incomoda ou me tira do meu conforto, mas que tenho consciência de que será benéfico depois.

Hábitos são comportamentos que criam nossa rotina e tornam nossa vida mais fácil em muitos aspectos, mas algumas vezes podem nos escravizar. Então, ao pensar em suas resoluções de ano novo, é bom estar atento para saber quem está no controle: você ou seu hábito, e colocar a sua VONTADE a serviço do seu desenvolvimento como pessoa.

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Como fazer resoluções alinhadas à sua vontade?

Para fazer resoluções que estejam conectadas com a sua VONTADE mais íntima é preciso reflexão, silêncio interior e um olhar sem julgamento para sua própria biografia, buscando indicações no seu passado e no seu futuro.

Uma dica: busque lembrar como, na sua adolescência, você imaginava que seria sua vida com a idade que tem agora. Escreva isso, faça um esquema, um desenho, um gráfico, o que você achar que mais lhe ajuda a fazer uma visualização rápida. Depois, imagine como deseja que seja sua vida daqui a cinco anos. Faça também uma anotação para visualização. Agora, compare os dois e veja o que é viável no seu contexto e mãos à obra! Estabeleça um programa de atitudes que o conduzam a esse objetivo. Não há garantias de que você vai atingi-lo, mas é aí mesmo que reside a beleza da coisa. Você pode chegar a um porto muito mais atrativo do que jamais sonhou!

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SOBRE O AUTOR

Marcelo Guerra

Médico graduado pela UFRJ. Começou a carreira como Psicanalista e depois enveredou pela Homeopatia e Acupuntura. Ministra oficinas e palestras em todo o Brasil e atende em consultório no RJ. Saiba mais »

contato: marceloguerra@terapiabiografica.com.br
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