Marcia Fervienza
Por Marcia FervienzaLeia em 39 min.13/01/2017 Atualizado em 07/05/2018

Por que as situações negativas se repetem em sua vida?

Cérebro tenta encontrar, na vida real, confirmações para aquilo que você acredita

Cérebro tenta encontrar, na vida real, confirmações para aquilo que você acredita

Por que as situações negativas se repetem em sua vida?

Existe um elemento praticamente imperceptível em nossa personalidade que determina as nossas vidas sem nos darmos conta: as nossas crenças, ou seja, aquilo que acreditamos sobre pessoas, relacionamentos, família, trabalho, sobre nós mesmos, etc. Em geral, as nossas crenças são criadas a partir das nossas experiências, tanto positivas quanto negativas. Os eventos mais marcantes de nossa vida costumam ocorrer até os 7 anos de idade, e é em torno desta idade que ocorre uma grande transformação em nosso sentido de valor pessoal.

Os eventos mais marcantes de nossa vida costumam ocorrer até os 7 anos de idade, e é em torno desta idade que ocorre uma grande transformação em nosso sentido de valor pessoal.

Em uma infância saudável, somos o centro da atenção daqueles que nos rodeiam, durante os nossos primeiros anos de vida, o que nos leva a nos sentirmos importantes, valiosos e merecedores do que o mundo tem de melhor para nos oferecer.

Conforme crescemos, a forma como o nosso meio se relaciona com a gente muda: as expectativas são outras, a atenção que recebemos se ajusta a nossa idade, o mundo deixar de girar ao nosso redor e precisamos adaptar a percepção do nosso valor pessoal a esta nova realidade. Nem sempre esta adaptação é bem-sucedida. Alguns, ao não serem mais o centro do mundo daqueles que amam, entendem que não têm valor e que não são merecedores de carinho, afeto ou atenção. Para não sofrer, deixam de esperar mais e aceitam não serem bons o suficiente, o que tem relação direta com os resultados que obterão para aquilo que empreenderem (lembra que sempre encontramos evidência em nossa realidade de tudo aquilo que acreditamos?). E aqui se inicia um padrão que coloca o poder do seu bem-estar na mão dos outros, impedindo-o de lutar por objetivos audaciosos, que façam você feliz.

Instale a dúvida. Não tenha medo de questionar absolutamente tudo aquilo que até hoje aceitou como verdade incondicional.

Encare toda situação já vivida e por viver como uma escolha. Em algum momento das nossas vidas nós adotamos inconscientemente crenças que nos trouxeram ao lugar onde estamos, seja este bom ou ruim. Este pode não ser o lugar onde você gostaria de estar; ainda assim, é o lugar que você escolheu. E sendo o lugar que escolheu, no momento em que estiver preparado você fará uma escolha diferente que o levará a outro lugar. Você tem o poder. A história é sua. Não esqueça disso.

Concentre-se nos resultados. Mudar uma história que temos vivido há tantos anos não é fácil. E a ferramenta mais poderosa que temos a nossa disposição para abrir mão do velho e criar espaço para o novo é o nosso próprio desejo por uma vida e um futuro diferentes. Por isso, determinar objetivos claros e resultados concretos, mensuráveis e palpáveis é fundamental para operar mudanças de longo prazo.

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Não se julgue. Ao partir para a autoanálise pessoal, você encontrará em si mesmo muita coisa da qual não se orgulhará. Se for realmente sincero, se dará conta do quanto contribuiu para estar no lugar onde se encontra, o que pode gerar raiva, tristeza, vergonha, entre outras coisas. Não se deixe levar por estes sentimentos: isso é uma cilada! É fundamental poder olhar para a sua própria história com o mesmo carinho que você olharia para a história do seu melhor amigo, sem preconceitos ou julgamentos. Nada do que você fez é certo ou errado: são apenas escolhas que foram feitas de acordo com aquilo que você sabia no momento e com a melhor das intenções. Julgar o seu passado não alterará o seu futuro. O que importa é daqui para frente. Aprenda com o passado, mas continue caminhando.

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O que você está ganhando com isso? Sabe porque não conseguimos abandonar algumas crenças limitadoras, ainda que elas nos limp? Por que, de alguma forma, elas nos servem.

Algum ganho elas nos trazem.

Às vezes, não conseguimos deixar de ser a vítima das nossas vidas porque gostamos da atenção e da pena com a qual os outros nos olham. Em outros momentos, afastamos as pessoas da gente, mesmo sentindo-nos solitários, porque preferimos a dor conhecida à promessa de uma felicidade desconhecida. Os motivos são variados.

O que o mantém apegado a algo que não lhe permite avançar?

Marcia Fervienza

Marcia Fervienza

Astróloga há mais de 15 anos e psicóloga, atua como colaboradora em Astrologia para diversas revistas e possui trabalhos publicados em vários países. Oferece atendimentos astrológicos presenciais e virtuais.