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Poder de mobilização

"Cala a boca, Galvão" prova capacidade de engajamento do brasileiro

 

"Cala a Boca, Galvão!" A frase, que faz alusão ao comentarista esportivo Galvão Bueno, está há uma semana entre os tópicos mais comentados do mundo no Twitter. Depois de virar assunto nos jornais "El País", da Espanha, e no americano "The New York Times", o episódio serviu para mostrar o poder de mobilização do povo brasileiro.

A brincadeira começou durante a abertura oficial da Copa do Mundo na África do Sul e virou febre mundial. Para induzir internautas estrangeiros a retuitarem, torcedores brasileiros inventaram duas versões para o tema. Alguns disseram tratar-se de uma nova música da cantora Lady Gaga e outros juraram ser uma campanha de proteção a uma ave rara em extinção, ironicamente parecida com um papagaio. Foi criado, inclusive, um blog da "campanha": http://galvaoinstitute.wordpress.com/

A psicóloga Clarissa De Franco atribui o sucesso das mídias sociais, em especial o Twitter, à capacidade de amplificar e tornar visíveis as opiniões que cada um costumava emitir apenas em casa ou com amigos no bar. "Um "Cala a boca, Galvão!" potencializado a algumas milhares de pessoas é certamente diferente de uma frase dita no sofá de casa, para a esposa que não entende nada de futebol", comparou Clarissa.

Já a psicodramatista e psicóloga Juliana Garcia alerta para a importância de utilizar as redes sociais como forma de dialogar e assim evitar mal entendidos. Segundo a especialista, ao retuitar uma mensagem no Twitter o internauta não está necessariamente conversando com o interlocutor e isso pode gerar confusão ao replicar a notícia.

Clarissa acredita que o episódio com Galvão Bueno é reflexo da necessidade que os brasileiros vêm tendo em expressar sua opinião. Ao que tudo indica, além de carisma e samba no pé, o povo também quer ser reconhecido pela força de sua expressão. Para Juliana, este é o momento das pessoas utilizarem as mídias em prol do bem-estar da sociedade. "Somos um povo guerreiro e lutamos pelo que queremos. Por que não usar o Twitter para propagar ideias e conceitos que contribuem com a melhoria das condições de vida no país, por exemplo?". Fica a dica!

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