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Pitaya: desvende os mistérios desta fruta exótica

Alimento rejuvenesce, protege coração e regula açúcar do sangue. Aprenda receitas

Por: Bernardo Mota

 
Imagem: Flickr

De repente, todo mundo começou a falar sobre uma tal de Pitaya (ou Pitaia). Mas, afinal de contas, o que é isso? É um nome bonito demais para significar algo ruim, não é mesmo? Nesse artigo sobre pitaya você encontra uma série de informações sobre essa fruta - escamosa por fora e suculenta por dentro - e desvenda um pouco os seus mistérios.

Provei pitaya pela primeira vez quando ainda era criança, em uma feira. Não esse tipo de feira que você está pensando, mas uma feira num shopping, onde tudo era caro, exótico ou importado. Achei a fruta bem doce e fácil de comer. Parecia um kiwi, só que mais macia e suculenta. Mas o que mais chama minha atenção sobre essa fruta hoje em dia é a quantidade de benefícios para a saúde.

Curiosidade

A Pitaya é uma fruta cuja temporada de safra é entre março e abril e sua origem é na América Central e México, mas atualmente já é produzida no mundo inteiro. No Brasil, os produtores estão concentrados em São Paulo, pois para a planta se desenvolver de forma saudável ela precisa estar até 700 metros acima do nível do mar, entre temperaturas que variam de 14° a 32°. A pitaya é também chamada de "fruta dragão", por conta do seu aspecto escamoso. O fruto cresce numa espécie de cacto epífito (ou cacto da floresta) e sua florescência se dá à noite. Por isso, a pitaya é também uma flor da noite, igual àquelas que possuímos em nossos jardins.

Normalmente tenho certa implicância com alimentos da moda, pois considero que cada fruta, grão ou vegetal pode ser funcional e rico em nutrientes. Mas a pitaya surpreende: é fonte de gorduras monoinsaturadas saudáveis, que são ácidos graxos, os mesmos que encontramos no azeite de oliva, algumas nozes e abacate. Os ácidos graxos são importantes, pois fornecem energia em alta dose (9 kcal/g) e ajudam a reduzir o LDL-C (colesterol ruim) e os triglicerídeos, protegendo o nosso coração. Já tão cansado, convenhamos.

A pitaya auxilia no processo digestivo e imunológico, além de ser uma fonte riquíssima de antioxidantes e vitamina C. Se você quer se manter jovem, coma esta fruta! Por possuir uma grande quantidade de fibras, ela ainda ajuda a equilibrar o açúcar no sangue, o que faz dela uma boa pedida para quem sofre de diabetes.

Existem três variações dessa fruta: branca, amarela e vermelha, todas com o mesmo poder nutritivo. Não existe diferença entre elas, a não ser na exuberância das cores.

Preço da fruta ainda é alto

Por ser ainda desconhecida e pouco consumida, a pitaya tem um preço alto, cerca de R$60 o quilo. O meu interesse divulgando essa fruta de aparência exótica é fazer com que ela se torne cada vez mais conhecida a ponto de se popularizar e, quem sabe, até baixar seu preço. Afinal de contas, vivemos numa época onde é quase nossa obrigação compartilhar as coisas boas da vida com os demais.

Pitaya possui poucas formas de consumo

O que faz essa fruta interessante é que ela é forte e delicada ao mesmo tempo. Por isso, deve ser "respeitada", ou melhor, manipulada com cuidado. Isso nos faz perceber o quanto a natureza é perfeita e não exige grande invenções.

Neste caso, não tentaria grandes feitos com a fruta, comê-la "in natura" já está ótimo. Abaixo, sugiro alguns preparos simples para você experimentar. O importante é se deliciar com essa maravilha, não importa o modo!

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SOBRE O AUTOR
Bernardo Mota

Bernardo Mota

É formado em Gastronomia e especializou-se em alimentação natural no exterior, pelo Natural Gourmet Institute e o The Raw Food School, entre outros.

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