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Parto humanizado oferece mais nutrientes e segurança ao bebê

Benefícios acompanham criança durante todo o seu desenvolvimento

Por: Carolina Beltrão

 
Imagem: Foter

Sabe quando você está num sono leve, tranquilo, profundo, daqueles que parecem nutrir o corpo e a mente? Uma delícia! Agora, imagine se, de repente, alguém abre a porta do seu quarto com tudo, puxa a cortina e bate aquela luz na sua cara, tirando você da sua cama quentinha e confortável. Assustador e desconfortante, não é mesmo? E se eu disser que essa é a primeira experiência que temos ao nascer, caso nossas mães não tenham planejado um parto humanizado?

A gestação e o parto são momentos únicos para a mãe e o bebê. É uma ação da natureza na qual dois corpos se transformam em um só. E o nascimento, quando acontece da forma que o corpo deseja, traz benefícios que acompanham o bebê durante todo o seu desenvolvimento, e a mãe em todo processo do parto e puerpério (nome dado à fase de pós-parto).

Corte imediato do cordão umbilical no parto impede transmissão de nutrientes

Uma das coisas mais importantes do parto humanizado é entender que mãe e o bebê são protagonistas e merecem todo o respeito para que tenham um momento agradável e saudável. Um ponto importante é que a humanização não é apenas para partos por via vaginal. Como citado, o parto humanizado é todo aquele que respeita o bebê e empodera a mulher. Neste caso, podemos ter cirurgias cesarianas humanizadas e parto normais sem nenhuma humanização. O que as difere são as intervenções que são realizadas durante o processo.

Estudos apresentados nas reuniões da Pediatric Academic Societies (PAS), nos EUA, mostram que bebês provenientes de um parto humanizado têm menos chances de apresentar problemas no sistema respiratório."Estudos apresentados nas reuniões da Pediatric Academic Societies (PAS), nos EUA, mostram que bebês provenientes de um parto humanizado têm menos chances de apresentar problemas no sistema respiratório."

Isso porque o cordão umbilical - além de ligar o bebê à mãe - também é responsável por enviar oxigênio e nutrientes essenciais para o desenvolvimento fetal.

Logo nos primeiros minutos após o nascimento, o cordão continua a fazer este papel, pulsando e passando uma dose extra de nutrientes, como o ferro, um agente importante para combater a anemia neonatal. Quando o cordão deixa de pulsar, o bebê passa a ter autonomia do seu corpo. Isso acontece de forma natural. O problema é que em partos não humanizados o cordão umbilical é cortado assim que o bebê nasce, o que impede todo esse processo. Apesar disso, você pode se questionar: "será que isso não pode trazer prejuízos à mãe?". A resposta é: nenhum. Todas as complicações pós-parto não estão relacionadas ao corte tardio do cordão. A Organização Mundial de Saúde recomenda que o corte seja feito entre um e três minutos após o nascimento.

Vale ressaltar que, além de nutrientes, pelo cordão passam também hormônios responsáveis pelo trabalho de parto e um deles é a ocitocina, considerado o hormônio do amor. Essa imersão via cordão, que acontece quando o corpo da mulher se prepara para dar à luz, traz segurança e cria um vínculo maior entre mãe e bebê. Isso também acontece no contato imediato após o nascimento, quando o bebê é colocado diretamente no corpo da mãe e recebe o calor dela, além da possibilidade de ser amamentado já nos primeiros minutos de vida.

Os partos considerados não humanizados tratam mães e bebês com desrespeito, nos quais são feitas diversas intervenções, entre elas o corte do cordão precoce e a retirada imediata do bebê do convívio da mãe, os quais causam prejuízos para ambos."Os partos considerados não humanizados tratam mães e bebês com desrespeito, nos quais são feitas diversas intervenções, entre elas o corte do cordão precoce e a retirada imediata do bebê do convívio da mãe, os quais causam prejuízos para ambos."

Na primeira hora do nascimento, conhecida como "hora de ouro", o recém-nascido está desperto, com os olhos abertos e com reflexos de sucção e procura pelo peito materno. Após este período o bebê entra em um estado de sonolência excessiva. É comum em partos sem humanização que, logo depois de nascer, o bebê seja levado para um ambiente longe da mãe e retorne algumas horas depois, perdendo este momento de familiarização com o peito materno.

Por isso, futuras mamães, façam com que este momento se torne especial e respeite o tempo do seu bebê, assim estará garantindo que ele tenha um desenvolvimento sadio.

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SOBRE O AUTOR
Carolina Beltrão

Carolina Beltrão

Doula e Consultora de Aleitamento Materno. Consultas de pré parto, participa de partos hospitalares e domiciliar e auxilia no pós parto. Atendimentos: carol_beltrao@hotmail.com

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