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Para que o amor aconteça

Terapeuta Ceci Akamatsu esclarece dúvidas dos leitores sobre amor

 
Ceci Akamatsu, clicada pelo fotógrafo Tomás Rangel

Autora dos textos sobre amor mais lidos do Personare e do Para que o Amor Aconteça, a terapeuta Ceci Akamatsu analisou as histórias reais sobre relacionamentos relatadas no Fórum e reuniu na obra análises e reflexões que ajudam a entender o que está por trás de situações como traição, separação e solidão. A partir das histórias reais apresentadas por Mara, Aline, Ana Carolina e Maria Izabel, a terapeuta ensina a abrir mão do drama e do sofrimento e viver o amor em toda sua simplicidade e plenitude, mesmo em seus aspectos mais difíceis.

Na entrevista a seguir, Ceci compartilha os aprendizados trazidos pela experiência com o Fórum de Histórias Reais, revela como foi escrever seu primeiro livro e responde perguntas sobre amor enviadas por leitores da Revista. Confira.

Como surgiu a ideia de escrever um livro sobre amor?

Tudo surgiu a partir da repercussão de textos publicados na Revista Personare, como É possível perdoar uma traição?, Será que meu amor vai ficar comigo? e a série Por que eles sempre somem? A Verus Editora, atenta a essas questões, sugeriu uma publicação com essa temática.

No Fórum, você leu muitas histórias de pessoas que compartilharam suas experiências no amor. O que mais chamou atenção nos relatos?

O profundo nível de dor e de vitimização presentes nos relatos. É impressionante como a dor dificulta a tomada de poder sobre nós mesmos, sobre nossa vida e felicidade.

Mesmo sendo uma especialista no assunto, deu para aprender alguma coisa com as histórias dessas mulheres? O que?

Com certeza! Elas representam um aprendizado e exemplo para mim: Mara ensinando sobre humildade e força, Aline sobre espontaneidade e perseverança, Maria Izabel sobre lucidez e autorresponsabilidade e Ana Carolina sobre desapego e fé.

Qual foi a sua parte preferida de todo o processo de escrever o livro?

Curtir as sincronicidades que ocorreram conforme o livro ia sendo escrito. A cada capítulo ou tópico específico, pessoas desconhecidas, outras que já não via há tempos, ou mesmo as mais próximas traziam suas questões para mim, no exato momento em que estava escrevendo sobre aqueles temas. Elas não sabiam que eu estava trabalhando no livro, e mesmo quando sabiam a respeito, não poderiam ter essa precisão de tempo e do grau de especificidade da questão que estava sendo abordada naquele momento. Elas trouxeram aspectos que enriqueceram as análises e conteúdos, e confirmavam o caminho que o livro ia tomando.

Na sua opinião, de que maneira o livro pode ajudar as pessoas que têm dificuldades em viver o amor de uma forma positiva?

Auxiliando-as a aprender a fazer escolhas conscientes que permitam viver o amor sem peso, dor e dramas.

Algumas pessoas exalam amor, outras espantam. O que realmente precisamos fazer para ser amados?

A resposta pode parecer simples e já conhecida: amar a nós mesmos primeiro. Mas esse amor não é só reconhecer as nossas próprias qualidades: tão importante quanto isso é aprender a aceitar e lidar com aquilo que não gostamos em nós mesmos. É preciso assumir nosso poder pessoal e a responsabilidade sobre a nossa felicidade. Isso é um processo que se inicia com uma escolha e precisa ser sustentado continuamente, por meio da reafirmação e prática dessa decisão. É um exercício permanente, realizado a cada momento.

Muitas pessoas demonstram dificuldade em ficar sozinhas e acabam emendando um relacionamento no outro. É possível ficar bem sem uma companhia?

Mais uma vez é uma questão de escolha. Depende do real desejo de cada um. Ficar bem pode ser algo interno, e não depender de algo externo, como um parceiro. No livro, o capítulo 6, que conta a história de Maria Izabel, exemplifica bem essa possibilidade.

Estar com o amor próprio em dia ajuda a amar sem sofrer?

Amor próprio é fundamental para vivenciar o amor nas relações afetivas. Esta frase é batida, mas totalmente verdadeira: se você não tiver amor por você mesmo como conseguirá ter pelo outro? Como conseguirá receber o amor do outro?

Como podemos ser felizes sem depender do outro na relação?

Só podemos ser felizes efetivamente quando somos independentes do outro. Vínculos, acordos, concessões fazem parte do relacionamento, mas isso não significa dependência. A interação pode ser uma troca saudável e não um teatro em que cada um tem que interpretar um papel, seguindo à risca o que é dito sobre como uma pessoa feliz deve ser.

Várias pessoas relataram no Fórum que escolhiam repetidamente os mesmos tipos de relações para suas vidas, mesmo sabendo que elas fazem muito mal. Como sair disso, na prática?

Querendo de verdade. Abrindo mão das ilusões, saindo da zona de conforto e dos apegos, parando de enganar a si mesmo e aceitando a verdade. Cuidando de si mesmo e buscando seus reais desejos, não em função do outro, mas com o referencial em si mesmo.

As idas e vindas de um amor mal resolvido podem trazer mágoas e muitas frustrações. O que fazer para que o relacionamento não mergulhe em sofrimentos que decorrem de fatos antigos?

Trabalhando as feridas dentro de si mesmo e parando de projetar essa dor no outro. O outro não lhe causa dor, ele apenas lhe lembra de uma dor que já existe dentro de você e que você mesmo criou.

O que fazer para lidar com o vazio e a dor que nos consome depois do término de uma relação?

A dor da separação é algo natural, ela sempre vai existir. Não há como acabar com a dor, mas há como aprender a lidar da melhor maneira possível com ela, fortalecendo nossa autoestima, curando nossas feridas sutis, e trabalhando nosso grau de consciência, compreensão e aceitação.

Como manter acesa a chama do amor no relacionamento?

Prestando atenção ao que está acontecendo nos níveis sutis e não apenas no que observamos na realidade física, aprendendo a cultivar e cuidar da relação. No livro ensino um exercício que ajuda a identificar o que se passa nos níveis sutis. A história real da Aline, detalhada no capítulo 5, é um exemplo interessante de como o amor pode se fortalecer apesar dos desafios.

Com tantas expectativas que nossos familiares e amigos nos impõem, como podemos viver a vida amorosa de uma forma mais tranquila, pensando no presente?

Treinando. Tudo na vida é questão de querer e de fazer, praticar. Mas esse treino é uma atividade diferente. É algo mais passivo, mais receptivo e perceptivo. É como fazer "musculação" de nossa própria força de vontade, amor e alegria incondicionais. Assim, sabermos manter nossa identidade íintegra, sem deixar que o outro determine nossos desejos e escolhas.

Como saber se estamos de bem conosco ou apenas nos protegendo, com medo de sofrer ou errar novamente?

Exercitando nossa percepção para fazer essa diferenciação, nos permitindo viver sem nos julgar, nos permitindo "errar" e aceitar nossos "erros", que na realidade nada mais são do que nossos aprendizados.

Imagem: Divulgação Asessoria de Imprensa Grupo Editorial Record / Fotógrafo Tomás Rangel.

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