Tweetar
e-mail
Relações Familiares
Reflita sobre como abrir mão de idealizações e ser mãe do seu jeito
Como é difícil ser mãe hoje em dia, dar conta dos filhos, do marido, da casa e ainda ser bem sucedida no trabalho. São tantos as pressões que é impossível corresponder aos seus próprios desejos, aos da família e aos da sociedade. É como se a mulher tivesse que fazer o papel de equilibrista para atender a todas as exigências cotidianas, Para equilibrar esses pratos as mulheres precisam abandonar o que cresceram escutando e aceitar suas limitações.
Essa mãe que as mulheres querem ser nem sempre é possível. A mãe ideal mora no imaginário feminino e é criada desde que somos pequeninas e brincamos com as bonecas. Faz parte de um modelo familiar e sócio cultural que herdamos.
Para ser uma mãe possível a mulher precisa admitir que não é perfeita. E para isso, deve livrar-se da culpa do que não consegue fazer no seu dia-a-dia tão atribulado.
Conversando diversas vezes com uma amiga, mãe de um lindo menininho de três anos, sinto sempre a sua culpa por não ser tão presente na vida do filho. Percebo que essa culpa vem da busca pela perfeição, por tentar alcançar um modelo quase inatingível. Como resultado, vejo-a sempre atarefada, como quem corre atrás o tempo todo de algo.
Claro que o ideal seria que as mães estivessem mais presentes na vida das crianças, mas quase sempre isso não é possível. Com a responsabilidade de trabalhar fora e ajudar nas despesas da casa, na maioria das vezes isso não é uma escolha, mas uma necessidade.
O segredo para burlar as armadilhas das emoções e driblar o tempo curto é a mãe valorizar cada minuto que está próxima do filho. Participar ao máximo das atividades e tornar esses momentos especiais. Vale também pedir a ajuda do pai, afinal a mulher não pode fazer tudo sozinha. Juntos, fica mais fácil listar as prioridades e perceber que algumas mudanças na rotina são possíveis e fazem diferença.
Guardar um tempinho para cuidar de si também é necessário. Mães estressadas são menos tolerantes e dão menos atenção aos pequenos e família. Para que a balança seja equilibrada ofereça um tempo de qualidade ao seu marido e filho, não importa o quanto seja, mas quando acontecer esteja verdadeiramente presente.
Ao longo de vários anos atuando como terapeuta materno-infantil cheguei à conclusão de que ser mãe é ser uma atleta de elite, correr uma corrida com vários obstáculos e no final receber o melhor prêmio, um abraço gostoso do filhote e do companheiro!
Minha preparação para ser mãe está começando desde já, afastando dos meus pensamentos o modelo de mãe perfeita, que sabemos que não existe e aceitando a mãe que poderei ser. Deixarei um exercício que tive oportunidade de aprender no livro "A Mãe Possível", que me ajudou muito a me aceitar melhor.
Esse exercício é ideal para aqueles momentos que você está prestes a explodir: