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Fuga de situações ruins

Até que ponto encarar a vida com frieza ajuda a superar obstáculos?

 

Assim como as boas emoções, as dores da vida vêm para nós para serem vivenciadas em toda sua intensidade. Quando sentimos raiva ou vontade de chorar, precisamos viver isso e descobrir a razão dessas sensações. Fingir frieza é muito comum, é uma tentativa de sublimar a dor. Mas no fundo só aumenta a artificialidade e distancia a pessoa do momento presente.

O quanto você foge das suas situações ruins? Você foge, por exemplo, para não ter que tomar uma atitude importante sobre um relacionamento que não lhe traz nada de bom, não soma e só subtrai as suas energias? O quanto você se desrespeita para fazer a cara de que nada de ruim está acontecendo enquanto por dentro está tudo desmoronando?

Para vermos um bom contraste entre pessoas que ao passar por situações difíceis se afastam de sua essência enquanto outras se mantêm em si, temos um exemplo interessante no filme "Grande menina, pequena mulher". Os dois personagens principais são Molly, a babá, uma ex-patricinha que perdeu tudo e teve que se virar para ter o que comer e a menininha, Ray, que carrega o peso do mundo com toda seriedade e suas manias de doença.

A babá segue sua fase da vida conturbada aprendendo a ser uma adulta, mas sem se esquecer de sua criança interior que se diverte e brinca com tudo que vê pela frente. Enquanto isso, a verdadeira criança da história é seca, rígida e vê o mundo todo cinza. Não gosta de brincar com outras meninas de sua idade e prefere a disciplina severa à infância.

Da próxima vez que passar por situações ruins, pergunte-se e reflita

Numa situação de tensão, você tenta parar um minuto e busca o equilíbrio ou finge que tudo está bem, que não há problemas acontecendo?
Você costuma ter uma visão do mundo cinza e sem graça ou super colorido e entusiástico?
As pessoas geralmente falam que você aparenta ter mais idade do que realmente tem? Em que situações isso acontece? Quando estão elogiando alguma atitude madura sua ou quando você se comporta como uma velhinha rabugenta que só reclama de tudo?

Escolhi esse exemplo para mostrar que podemos viver as dores da vida sem precisar perder a nossa essência e a conexão com quem somos de verdade. Ao invés de fugir dos problemas, podemos tentar enxergá-los com os olhos de nossa criança interior. Sabemos que as dores trazem aprendizados, mas o processo de amadurecimento não precisa ser frio, com nossas emoções congeladas.

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SOBRE O AUTOR

Bruna Rafaele

Mestre em Estudo da Linguagem (PUC-Rio) e Mentora (FGV), atua dando consultas pessoalmente e pela internet. Saiba mais »

contato: contato@brunarafaele.com.br
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