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Exercite a sua generosidade

Gentileza faz bem a quem recebe e melhor ainda a quem pratica

 

Poucos sabem, mas o Profeta Gentileza, que já foi homenageado por uma letra de Gonzaguinha e pela iluminada voz de Marisa Monte, era também chamado de José Agradecido. Ganhou esse apelido quando decidiu atender um chamado de abandonar sua vida para levar palavras de bondade, promovendo gratidão a pessoas que haviam sobrevivido a um grande incêndio no circo Gran Circus Norte-Americano, em Niterói, 1961.

Ter gratidão na hora da dor é algo praticamente impensável. Dor parece rimar com raiva, revolta, mágoa, jamais com gratidão, não é mesmo? Talvez não precise ser assim. Como se sabe, na vida há afetos e desafetos, glórias e derrotas, amores e desencontros. E o que parece importar é o que sobrevive a todas essas experiências: os aprendizados, os sentimentos, os laços, as compreensões.

Passe adiante

O famoso curador de todos os males, Cronos, o tempo, está aí sempre para nos mostrar que é possível, necessário e até urgente, recomeçar com mais amor no coração, com gratidão a tudo o que se tem, independente de, aos olhos da sociedade, o que se tem ser muito ou pouco.

Ser grato ao que o universo permitiu para cada um de nós nessa passagem fugaz que é a vida é reconhecer que os momentos nos foram ofertados como possibilidades de aprimoramento. Estamos todos na grande escola da vida, então, que tal a celebrarmos com graciosidade, leveza e por que não, gratidão?

Mas onde entra o título desse artigo: "generosidade"? Ao reconhecermos a grandeza e a delícia de estarmos vivos, só nos resta passar adiante essa doce compreensão, contaminando o resto do mundo com atos de amor. Generosidade é ter respeito pela vida e pelos outros, é reconhecer com gratidão o que nos foi dado, é celebrar ao lado de quem se ama - personagens ilustres de nossa caminhada - cada segundo dessa história linda que podemos construir.

Não estamos falando em negar a dor, apenas sublimá-la, invertendo o olhar sobre ela. O Profeta Gentileza, que não se importava com o título de louco, mandava um recado inconsciente: os loucos têm o direito e a honra de enxergar a realidade com outros óculos, por isso podem ultrapassar a dor e propagar atos de generosidade.

Transforme seu dia-a-dia

Não é preciso largar tudo, fazer grandes pregações públicas, abandonar o dinheiro... Podemos ser generosos, grandes e amorosos no dia-a-dia, praticando palavras mais doces, ofertando mais sorrisos, mais "obrigados", não pagando dor com vingança, cortando uma conversa desagradável com um simples: "quer um café?". Ser generoso é dar a vez, sem cobrar depois; é permitir que o outro brilhe, mesmo que você esteja na sombra; é sorrir, mesmo diante da dor.

Façamos como Gentileza: amemos os que nos rotulam de loucos, espalhando ensinamento pelo mundo. Com certeza, ao estender a mão para alguém, estamos fazendo bem primeiramente a nós mesmos, por nos tornarmos diariamente maiores do que éramos ontem.

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SOBRE O AUTOR

Clarissa De Franco

É psicóloga e cientista da religião. Atua na temática da morte (perdas, luto e suicídio) e no debate entre religião e ciência, passando por temas como ateísmo e Astrologia. Saiba mais »

contato: clarissadefranco@hotmail.com
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