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Está com dificuldade para se comunicar?

Saiba como enfrentar aspectos delicados nas interações com o outro

 

Você fala uma coisa, mas as pessoas parecem distorcer o que diz? Você se desgasta ao lidar com assuntos delicados ou se irrita ao ouvir críticas ou cobranças dos outros? Estamos permanentemente enfrentando desafios ligados à qualidade e ao impacto dos nossos processos comunicativos. Mas como lidar com tudo isso?

Ao nos depararmos com assuntos delicados, nossa vontade geralmente é de querer amenizar ao máximo todo e qualquer tipo de desconforto e saia justa. Se precisamos comunicar algo que sabemos que não será agradável para o outro - seja para impor nossos limites nas relações ou colocar nossa verdade em relação à alguma situação - nossa tendência é mostrar como o outro está nos incomodando ou omitir parte ou até mesmo completamente o que temos a comunicar. Em vez de dizer amorosamente ao parceiro que não queremos mais que algo na relação funcione de certa maneira, tendemos a deixar passar, sem falar nada. Em outro extremo, ficamos reclamando só com o parceiro, sem realmente comunicarmos a real gravidade da situação dentro de nós.

Apesar de desejarmos comunicar de maneira clara e objetiva ao chefe que não poderemos realizar todas as tarefas que ele está passando, ficamos com medo e acatamos suas ordens, mesmo sabendo que não conseguiremos dar conta do trabalho. Há, ainda, quem comece a criar desculpas toda vez que o superior vem cobrar o trabalho feito. Sem coragem para comunicar ao banco que não temos dinheiro para cobrir uma dívida neste momento, não atendemos ao telefone e nos sentimos derrotados. E por aí vai.

Por outro lado, se sabemos que o outro tem a nos dizer algo desagradável, criamos uma energia refratária a essa comunicação. Seja pela reação ao que comunicamos a ele, ou pela necessidade dele de colocar algum limite e verdade para nós. É importante lembrar que a outra pessoa tem o direito - e até dever de fazer isso, tanto quanto nós, pois nos tira da zona de conforto, Quando não aceitamos a opinião alheia, o outro poderá acabar omitindo parcialmente ou totalmente sua verdade, ou ficar apenas reclamando, sem comunicar verdadeiramente suas ideias. Isso cria um círculo vicioso em nossas relações, que vai construindo lacunas nessas comunicações que precisariam acontecer, mas vão sendo colocadas "debaixo do tapete" ou, no outro extremo, criando dinâmicas de conflitos e disputas.

Comunicação negativa, sentimentos desagradáveis

Do momento em que percebemos o que precisamos dizer ou o que o outro precisa nos dizer, até o momento em que somos desafiados a nos colocar ou ouvir ao outro, mil ideias passam pela nossa cabeça. Ficamos imaginando e remoendo as mil possibilidades e desdobramentos da situação. A reação do parceiro depois de expormos nossas necessidades na relação, que dá um "chilique" ou fica mais frio e se afasta, nos deixando com a sensação de rejeição. A bronca e o olhar fuzilante do chefe, além das noites mal dormidas pela sobrecarga de trabalho. A pressão e as ameaças do banco, as dívidas crescendo e nos deixando cada vez mais impotentes diante dela.

Essas possibilidades negativas ficam passando repetidamente, gerando sentimentos desagradáveis que vão tomando conta da nossa energia em relação à tal situação. Ainda que não tenhamos a intenção de criar uma energia negativa, toda aquela ansiedade e medo que foram criados em nossa imaginação já estão ali presentes e atuantes em nossas interações. Na energia de resistência e temor em enfrentar a situação negativa, começamos a criar mecanismos de defesa, vamos nos "armando" para enfrentar a situação crítica. Ficamos buscando mil argumentos que justificam como estamos certos e o outro errado. Imaginamos que se o parceiro reagir negativamente, vamos jogar na cara dele todos os seus defeitos, tentando mostrar o quanto ele está errado. Se o chefe fizer cara feia, faremos o trabalho mal feito para que ele aprenda que assim não dá certo. Se o banco vier me cobrar vou falar de maneira bem grosseira para encerrar a conversa logo e, assim, eles pararem de me atormentar.

Evite mal entendidos, opte pela verdade

As distorções de nossa mente podem ficar tão grandes que quando efetivamente falamos com a pessoa, ela entende algo diferente. E quando ouvimos o que ela tem a nos dizer, distorcemos suas falas, pois nossos "filtros" de comunicação a esta altura já estão deformados pelas ilusões que criamos. Vai se formando então uma rede de mal entendidos em nossos processos de comunicação. Cada um fala uma coisa e o outro entende outra e vice-versa. Na realidade, a comunicação não acontece, pois as pessoas parecem se afastar cada vez mais, ao invés de se aproximarem.

Entregamos nossa oportunidade de nos comunicar à ilusão e à energia desarmônica que criamos em nossa cabeça!É preciso nos manter no agora, sem ficar devaneando o passado ou o futuro, aprendendo a curtir o presente e a verdade. Ainda que certos desconfortos possam ser gerados ao serem colocadas certas verdades, com certeza são sensações e energias muito menos nocivas do que as das ilusões que criamos ao tentar nos proteger dos medos, seja ao nos colocar ou ao ouvir o outro.

Ainda que a reação do outro seja desagradável e nos faça mal, se realmente desejamos nos comunicar, é preciso filtrar positivamente as falas e as atitudes alheias, acalmar nossas raivas e resistências, e perceber o que realmente o outro está nos dizendo. Podemos escolher não levar tudo para o pessoal, abrir mão das atitudes defensivas que só alimentam a negatividade nas interações e focar nas soluções e conciliações.

Não argumente, compreenda e dialogue

Em vez de gastar a energia de nossa mente buscando os argumentos que provam como estamos certos, podemos direcionar essa mesma energia para tentar compreender o outro lado, mesmo que nos pareça que estamos 100% certo e o outro 100% errado. Isso não é demonstrar fraqueza, pelo contrário, é ter força e coragem. Podemos deter nossa imaginação que fica criando os cenários de reações negativas do outro e focar nosso sentimento no desejo de conciliação. Mas para isso, é preciso coragem para se expor sem as armaduras de defesa que vamos criando e mostrar a verdadeira força do equilíbrio de uma atitude firme e decidida, porém cuidadosa e amorosa, assumindo nossa própria verdade sem medo das reações alheias.

Se o parceiro não gosta da maneira como somos, mesmo que briguemos e precisemos ceder em alguns pontos, aprenderemos juntos a chegar a consensos. Se o chefe nos sobrecarrega de atividades, através do diálogo e da prática mostraremos que isso é algo prejudicial a ele mesmo, e juntos chegaremos a outra maneira de trabalhar, ainda que precisemos nos esforçar mais para isso. Quando o banco vier cobrar a dívida, explicaremos nossa atual situação e buscaremos as opções de acordo para resolver a situação o quanto antes.

Se ao ler isso você já se irrita e começa a argumentar que isso é impossível, que o outro não está aberto para o diálogo, ou que a situação é muito difícil, perceba o medo e a resistência que estão dentro de você. É exatamente esta mesma energia que prejudica sua comunicação.

Temos sempre em nossas mãos a escolha de lidar somente com as questões como elas realmente são, sem todo o peso das ilusões. A verdade é leve e liberta, enquanto a ilusão pesa e nos aprisiona. Permita-se ser você mesmo, sem as falsas cascas de proteção da ilusão!

Para melhorar a forma como se comunica com as pessoas, comece a refletir:

  • Qual a primeira sensação e o primeiro pensamento que passam em sua cabeça quando o outro lhe faz uma crítica ou cobrança? Apesar de levemente irritado, você busca em si a atitude ou a característica que precisa ser melhorada? Ou tende se deixar levar pelo sentimento de irritação e de indignação, reagindo, se justificando e dando desculpas, ou agredindo o outro?
  • Como você se sente quando precisa comunicar algo que pode deixar o outro bravo ou chateado? Você busca vencer seus medos e inseguranças ou tende a sucumbir ao medo da reação do outro?

Para continuar refletindo sobre o tema

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SOBRE O AUTOR

Ceci Akamatsu

Terapeuta acquântica, faz atendimentos presenciais no Rio de Janeiro, em São Paulo e à distância. É a autora do livro Para que o Amor Aconteça, da Coleção Personare.  Saiba mais »

contato: ceciakamatsu@gmail.com
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