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Ecológicos desde pequenos

Dicas ajudam a tornar mais sustentável o guarda-roupa das crianças

 

Muitas mamães, papais, titios e madrinhas já se perguntaram o motivo das roupas infantis e de bebês serem tão caras quando comparadas à vestimenta dos adultos, inclusive porque costumam durar bem menos tempo. A resposta está no processo de desenvolvimento, pois apesar de usar menos quantidade de tecido, as roupas infantis exigem uma delicadeza maior no momento da criação do produto, além de requisitos específicos na fabricação de cada peça. Esses processos de desenvolvimento são fundamentais para a qualidade do produto, saúde e conforto dos pequenos.

Quando pensamos nos bebês, os cuidados devem ser ainda maiores. Nessa fase, a saúde das crianças ainda é frágil e todo cuidado é pouco. Algumas décadas atrás os próprios pediatras recomendavam às mamães que usassem apenas tecidos 100% algodão e preferencialmente da cor branca. Hoje em dia já não somos tão rigorosos, mas o cuidado continua sendo fundamental.

Sendo assim, se estiver preparando um enxoval para seu bebê ou for presentear alguma criança com roupas, o mais importante é que você se oriente pelas seguintes dicas:

  • Opte preferencialmente por tecidos 100% naturais, como o algodão em especial. Assim você evita alergias na pele do bebê, caso haja sensibilidade natural aos tecidos sintéticos. Além disso, esse tipo de tecido tende a ser mais macio, fácil de lavar e secar.
  • Procure escolher peças bem confortáveis, com o mínimo de detalhes aplicados, e que fiquem mais soltinhas ao corpo. Considere que nos primeiros meses de vida o bebê cresce muito rápido e tende a perder as roupas - mesmo as peças novas - em questão de semanas.
  • Escolha peças básicas, que priorizem o conforto e cujos detalhes sejam mínimos. Assim fica fácil usar mais vezes cada peça e coordenar os looks do dia a dia. O charme pode estar em uma simples estampa de poá (bolinhas), de listras coloridas, na cor do tecido ou na composição das peças, sem precisar da aplicação de bordados exagerados, volumes e acabamentos pouco confortáveis.
  • Use cores e aproveite os estudos cromoterápicos para auxiliar no desenvolvimento do seu bebê. Mas evite cores muito fortes, que cansam a visão e podem desbotar na lavagem. Certos corantes usados podem também irritar a pele mais sensível.

Algumas peças são chaves para compor um bom enxoval, como, por exemplo, camisetas com ombro transpassado - mais fáceis de vestir, confortáveis e não necessitam de botões; e calças "vira-pé" - aquelas cujo modelo permite usar ou não os pezinhos à mostra, e que são ótimas para proteger os pés. Além disso, duram mais porque ganham medida no comprimento. O mais importante é evitar as compras por impulso e priorizar o conforto do bebê e a durabilidade das peças.

Caso você prefira, junto a todo esse cuidado, que seu bebê vivencie desde agora os conceitos de sustentabilidade, preservação à vida e ao meio ambiente, uma excelente dica é buscar marcas de roupas infantis que são eco-friendlies, ou seja, amigas da natureza. Essas marcas oferecem produtos (e algumas vezes até brinquedos de tecidos) que são de algodão 100% orgânico. Logo, não utilizam pesticidas e agrotóxicos no cultivo, além de adotar uma fibra têxtil 100% pura, limpa e confortável.

No Brasil, somos ainda privilegiados, pois é aqui que foi inventado o "algodão colorido", fibra que além de orgânica já nasce colorida (em tons de bege, marrom e até verde) e que com isso dispensa o uso de corantes e tingimentos posteriores. O algodão colorido, também chamado de "Algodão da Paraíba", tem se tornado sucesso na Europa e tende a ganhar um espaço cada vez maior no mercado.

As marcas que prezam pelos conceitos de sustentabilidade costumam também atuar também em ações sociais, no uso de cooperativas de costura, bordados manuais e artesanato regional, que dão um visual mais delicado, requinte e diferencial aos produtos infantis.

Para os meninos e meninas mais crescidos, uma opção que tem se tornado conhecida nas grandes metrópoles são os brechós infantis. Especializados em roupas para crianças, esses espaços até parecem lojas tradicionais, uma vez que os pequenos crescem bem rápido e a maior parte das peças vendidas foram dispensadas ainda novas ou seminovas. Com isso, os brechós ganham em preço e qualidade. Além de comprar, em sites da internet, também já é possível vender as roupinhas que você adquiriu, usadas ou novas, e que não servem mais para aos seus filhos. Vale a pena pesquisar e aproveitar as oportunidades. Ser ecológico significa especialmente evitar o desperdício e prolongar a vida útil dos produtos adquiridos."Ser ecológico significa especialmente evitar o desperdício e prolongar a vida útil dos produtos adquiridos."

Para um guarda-roupa ecológico, o mais importante é manter a consciência, evitando o impulso e o desperdício. Lembre-se que seu filho merece todo cuidado, atenção e amor. E que isso não significa enchê-lo de presentes ou de produtos caros. Mais vale se preocupar e buscar atitudes em prol de um planeta melhor para ele e para as próximas gerações, pois este sim será um presente e carinho eternos.

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SOBRE O AUTOR

Keka Ribeiro

Formada em Design de Moda, é especialista em moda sustentável. Atua em marca própria, desenvolvendo ações sociais e coleções temáticas através do conceito de vestuário ecofriendly. Saiba mais »

contato: contato@kekaribeiro.com
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