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Desarmonia profissional e autoestima

Atritos no ambiente de trabalho podem refletir conflitos internos

 

Alguma vez você já sentiu irritação ou raiva quando alguém lhe lembrou de um prazo que estava chegando ao fim? Chegou a refletir sobre as razões desses sentimentos? Talvez você já estivesse se cobrando isso (autocrítica) ou achasse que não iria conseguir (baixa estima). Ou talvez você pensasse que estava se matando e ninguém reconhecia (frustração).

Suponhamos que a pessoa que falou do prazo tivesse apenas a intenção de dar abertura para um pedido de ajuda ou desabafo, se você assim quisesse. Quem sabe? É importante tentarmos reconhecer e entender a emoções que sentimos no ambiente de trabalho. Nesse caso, a irritação que foi gerada "hipoteticamente" pela autocrítica, baixa estima e frustração: "Sim, estou com raiva, e o meu colega de trabalho só foi o espelho que refletiu o meu estado".

Agora imagine outro exemplo. Você se irrita com a Fulana que chega ao escritório e não fala bom-dia. Ela é julgada como sem educação, metida, mal-humorada, etc... Bom, na verdade, não interessa se ela está ou não mal-humorada, é ou não metida; o que interessa mesmo é a razão disso lhe irritar tanto! Será que você está confortável com sua "carinha feliz" logo de manhã? Ou, até que gostaria de ser mal-humorado, mas não se permite, afinal, não está totalmente seguro no trabalho, tem problemas em casa, e também precisa manter a postura oficial de "simpático(a) do escritório".

Assim como no primeiro exemplo, você percebeu que a Fulana não foi mais do que um mero espelho que refletiu você mesmo? Conquistando essa visão mais abrangente, podemos entender o quanto determinados conflitos são nossos, e só nossos. Se temos conflitos internos é natural que os exteriorizemos em desarmonias nas nossas relações humanas.

O que é sua realidade/verdade, pode não ser a do seu colega (e provavelmente não é!). Com essa consciência, fica mais fácil respeitar as posturas das outra pessoas. Achei perfeito o questionamento feito num outro artigo da Revista Personare: "Você quer ser feliz ou ter razão?". Entre a busca pela perfeição e a busca pelo equilíbrio, é mais viável e saudável a opção pelo equilíbrio. Na própria imagem mental (figurada) de uma balança, supõe-se dois pólos. Qualquer excesso desestabiliza o conjunto. Até o excesso de "razão"!

Para continuar refletindo sobre o tema

É melhor ser feliz ou ter razão? http://www.personare.com.br/revista/identidade/materia/160/ %C3%89-melhor-ser-feliz-ou-ter-razao

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SOBRE O AUTOR

Simone Kobayashi

É terapeuta holística e autora do livro "Pedras e Cristais - Em Busca do Equilíbrio". Ministra cursos de Geoterapia (em SP e via internet) e de todos os níveis de Reiki. Saiba mais »

contato: sk@simonekobayashi.com
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