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Conciliando trabalho e amamentação

Salas de apoio à amamentação nas empresas beneficiam mães

Por: Regina Da Silva

 

Atualmente, as trabalhadoras que decidem ser mães desfrutam de alguns benefícios trabalhistas de apoio à maternidade, que contribuem para que elas amamentem os seus filhos exclusivamente por seis meses, como recomenda a Organização Mundial da Saúde. Nas cidades nais quais a distância do trabalho e a casa impossibilitam as mamadas em intervalos (e a creche no trabalho é um recurso pouco disponível) surgiu uma solução que une a vontade da mãe de seguir com amamentação, conforme se recomenda, e o momento de voltar a trabalhar: as salas de apoio à amamentação.

Sem dúvida o trabalho fora de casa dificulta ou leva a interrupção da amamentação. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 34% das mães brasileiras que voltam ao trabalho no Brasil deixam de amamentar. No entanto, é possível conciliar vida profissional e amamentação desde que o local de trabalho faça também a sua parte.

As salas de apoio à amamentação não são espaços sofisticados, são locais que atendem os requisitos mínimos para a retirada e estocagem do leite materno da mulher durante a jornada de trabalho. Têm como objetivo atender às mulheres que precisam esvaziar as mamas durante o expediente para oferecer o leite à criança em outro momento ou até mesmo para doação para o Banco de Leite ou Posto de Coleta de leite humano. Atende a portaria da ANVISA n° 193, de 23 de fevereiro de 2010, que orienta a instalação de sala de apoio à amamentação em empresas públicas ou privadas e a inspeção destas salas pela vigilância sanitária local.

As salas de apoio à amamentação são muito bem-vindas à mulher, família, comunidade e empresa. Iniciativas como esta, lançada recentemente pelo Ministério da Saúde, têm um resultado economicamente positivo para as empresas, devido o benefício direto na própria produtividade da mulher. Para a sociedade, são inúmeros benefícios, pois estaremos investindo na saúde das crianças, que nada mais é que investir no futuro.

Seguramente, através da implantação das salas de apoio à amamentação, mais mães serão capazes de acompanhar a atual recomendação da Organização Mundial da Saúde, a de amamentar exclusivamente no peito por seis meses e continuar amamentando após a introdução de outros alimentos por dois anos ou mais.

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SOBRE O AUTOR
Regina Da Silva

Regina Da Silva

Enfermeira com mestrado em Saúde Internacional pelo

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