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Por Equipe PersonareLeia em 3 min.09/08/2016 

Anticoncepcional pode prejudicar saúde e energia

Contraceptivos hormonais, como pílula e anel vaginal, interferem no funcionamento do corpo

Velho conhecido das mulheres na hora de evitar uma gravidez indesejada ou se proteger de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), os contraceptivos estão presentes em várias formas e tamanhos no mercado. Porém, mesmo com uma grande gama de opções, escolher aquele que será o melhor para o seu corpo é uma tarefa que exige, acima de tudo, informação. Além disso, conhecer a ação desse tipo de composto no organismo e as medidas necessárias para evitar seus efeitos colaterais também ajuda a manter a saúde em dia.

Veja abaixo alguns métodos contraceptivos acessíveis, como eles agem no corpo, seus possíveis efeitos colaterais e como amenizá-los.

Conhecendo os diferentes métodos contraceptivos

Uma vez que a mulher decide ter relações sexuais, torna-se necessário o uso de algum método contraceptivo – seja para evitar uma gravidez indesejada ou para se proteger de possíveis doenças. Segundo a ginecologista e obstetra Alessandra Fonseca, através da consulta com um médico será observada a saúde da paciente e todo o seu histórico de doenças passadas e atuais, para que um método seguro seja escolhido. Existem cinco tipos diferentes de anticoncepcionais disponíveis para as mulheres atualmente:

1- Métodos comportamentais

Esse tipo de método consiste na observação do próprio corpo, para que o ato sexual não seja praticado durante o período fértil da mulher. Fazem parte dessa categoria:

Tabelinha: cálculo baseado nos dias do ciclo menstrual, para saber quando é o período fértil da mulher. As chances de ser eficaz variam, já que sua medição depende da regularidade da menstruação da mulher. Esse método não previne DSTs.

Temperatura basal: é chamada de temperatura corporal basal a temperatura mais baixa do corpo em um período de 24 horas. O momento durante o sono é quando a temperatura fica mais baixa, então a medição é feita assim que a pessoa acorda, por meio de um termômetro inserido abaixo da língua. Como a temperatura tende a ficar mais alta durante o período da ovulação, a mulher consegue ter uma noção aproximada dos melhores períodos para engravidar. Esse método não previne DSTs.

Muco cervical: indica a época de ovulação. Para isso, a mulher deve observar, diariamente, o muco, que é uma espécie de secreção produzida pelo colo do útero, que umedece a vagina e, às vezes, aparece na calcinha. Esse método não previne DSTs.

Coito interrompido: método que consiste em tirar o pênis da vagina antes que a ejaculação ocorra. É um método pouco aconselhável, já que a mínima quantidade de sêmen que porventura entre no canal vaginal pode ser considerada uma possibilidade de fecundação. Esse método não previne DSTs.

2- Métodos de barreira

Como o próprio nome já diz, os métodos desta categoria formam uma barreira entre o sêmen e a vagina, impedindo que o óvulo seja fecundado, mesmo que a relação sexual e a ejaculação ocorram.

Camisinha: preservativo de borracha fina colocado no pênis. É o método mais difundido já que, além de impedir a fecundação, também protege contra doenças sexualmente transmissíveis.

Diafragma: revestimento de borracha colocado antes do colo uterino. Esse método não previne DSTs.

Espermicida: produto químico que diminui a mobilidade dos espermatozoides, impedindo sua chegada no óvulo. Esse método não previne DSTs.

Dispositivo Intrauterino (DIU): dispositivo implantado dentro do útero, que altera as condições desta cavidade, também agindo nas trompas e impedindo que a fecundação encontre um ambiente propício para ocorrer. Esse método não previne DSTs.

3- Método de contracepção hormonal

Este método consiste na ingestão de uma quantidade determinada de hormônios, impedindo assim a ovulação.

Contraceptivos orais: as famosas pílulas, que são encontradas em diversas marcas nas farmácias. Esse método não previne DSTs.

Contraceptivos injetáveis: são injeções com hormônios, aplicadas mensalmente(estrogênios e progesterona) ou a cada trimestre (somente progesterona, com suspensão da menstruação). Esse método não previne DSTs.

Anel vaginal: é um anel flexível, transparente e praticamente incolor, que contém dois hormônios sexuais femininos (estrogênio e progestagênio), que são liberados lentamente dentro da vagina para impedir a gravidez. Esse método não previne DSTs.

Adesivos cutâneos: o método é composto por três adesivos que são colocados durante três semanas consecutivas, com uma semana de descanso. Os hormônios presentes nos adesivos caem na corrente sanguínea, impedindo a ovulação. Esse método não previne DSTs.

4- Método emergencial de contracepção

Também conhecido como “pílula do dia seguinte”, é uma medicação com uma dose hormonal maior que as demais, diminuindo a mobilidade do óvulo e do espermatozoide nas trompas, além de impedir a fixação na cavidade uterina. Esse método não previne DSTs.

5- Método cirúrgico de contracepção

Procedimento cirúrgico voluntário para interromper permanentemente a fertilidade. Esse método é irreversível. Nas mulheres chama-se “laqueadura tubária”, que consiste em cortar um pedaço da trompa, impedindo assim a comunicação do óvulo com o espermatozoide. Nos homens o método é conhecido como “vasectomia”, que consiste em cortar o canal por onde passam os espermatozoides.

Segundo Alessandra, todos os tipos de anticoncepcionais trazem uma carga de hormônios que visam a interrupção momentânea das possibilidades que a mulher tem de engravidar. Como benefícios, tais hormônios fazem a regulamentação do ciclo menstrual, assim como a diminuição das cólicas menstruais e dos sangramentos. Além disso, também reduzem a incidência de câncer de endométrio, ovário e miomatose uterina (formação benigna de nódulos, que podem crescer em vários locais do útero, raramente se transformando num tumor maligno).

“É muito importante que a figura do médico ginecologista esteja presente no momento da escolha do método, para que ele possa guiar a paciente da melhor forma. É aconselhável também que a mulher só pense em iniciar sua vida sexual após a menarca, que é a primeira menstruação, ocorrida por volta dos 11 anos de idade.Antes de menstruar pela primeira vez, o corpo da mulher não está completamente pronto para suportar uma relação sexual, tanto do ponto de vista físico quanto hormonal”, pontua a ginecologista.

Especialista acredita que anticoncepcionais hormonais prejudicam saúde e energia

Por outro lado, na opinião da coach em Saúde Integrativa Melissa Setubal, o uso dos anticoncepcionais hormonais -como pílula, anel vaginal e adesivos cutâneos – interferem no caminho natural do sistema endócrino. Para impedir a ovulação, esses anticoncepcionais fornecem hormônios que diminuem a “conversa” entre a glândula pituitária – que governa as demais glândulas do corpo – e os ovários. Ou seja, durante o uso deste tipo de contraceptivo, a interação entre todas as glândulas do corpo, como tireoide, pâncreas suprarrenais e pituitária fica prejudicada. Além disso, o fígado pode ficar sobrecarregado com o excesso de hormônios femininos, diminuindo sua capacidade de desintoxicar o organismo. As consequências podem ser ganho de peso e inflamação geral do organismo.

“Os hormônios têm influência direta no funcionamento da mente e nas emoções. O exemplo disso é a TPM, que é uma conhecida desarmonia hormonal que causa rompantes de humor, irritabilidade e depressão nas mulheres. E alguns dos efeitos colaterais mais conhecidos dos contraceptivos hormonais são justamente o rompante de humor, a ansiedade e a depressão”, opina Melissa.

Os anticoncepcionais hormonais também podem interferir no fluxo energético. A coach em Saúde Integrativa explica que quando a ovulação é interrompida, é causado um bloqueio energético no Chakra Sacro ou Umbilical, que é ligado aos ovários e é o centro do poder pessoal, autoestima, emoções, sexualidade, fertilidade e capacidade de lidar com a carreira e o dinheiro.

Pílula, anel vaginal e outros métodos hormonais podem diminuir libido

Segundo a fisioterapeuta ginecológica Roberta Struzani, a menstruação é considerada a limpeza do corpo feminino. Sendo assim, quando ela é interrompida, a mulher pode acabar retendo um excesso de emoções e energias nocivas.

“Fisicamente, o corpo se desacostuma a ovular e funcionar de forma natural, dificultando a fecundação quando a mulher decidir ter filhos. O uso regular de métodos contraceptivos hormonais diminui os níveis de testosterona no corpo, com o intuito de inibir a ovulação. E é justamente esse hormônio que afeta a libido, diminuindo o desejo sexual. Uma das formas de evitar todos esses efeitos danosos no corpo é escolher um método contraceptivo não hormonal, como a camisinha, o DIU e o diafragma, considerados menos agressivos ao corpo da mulher”, orienta Roberta.

Uma das formas de evitar todos esses efeitos danosos no corpo é escolher um método contraceptivo não hormonal, como a camisinha, o DIU e o diafragma, considerados menos agressivos ao corpo da mulher

A fisioterapeuta ginecológica também afirma que além da queda na libido, os contraceptivos hormonais desregulam os hormônios naturais da mulher, já que o corpo os produz na dose certa para manter-se saudável. Para normalizar as taxas hormonais, o conselho de Roberta é suspender o uso do hormônio sintético e substitui-lo por outros métodos anticoncepcionais, como a camisinha, por exemplo. Caso isso não seja possível, a especialista aconselha que seja adotada uma alimentação mais saudável e rica em nutrientes, associada a exercícios físicos regulares e à busca pelo autoconhecimento. Trabalhar tanto o lado físico quanto o emocional ajudará o corpo a lidar com a dose extra de hormônio que não foi produzida por ele.

Alimentação adequada ajuda a regular níveis hormonais no corpo

Para quem não deseja abrir mão do uso dos contraceptivos hormonais, Melissa Setubal aconselha adotar uma alimentação balanceada, que pode ser a chave para uma saúde melhor. Segundo ela, alimentos de qualidade servem como matéria-prima para a produção dos hormônios naturais do corpo, aumentando a chance de ter um sistema endócrino harmonizado. Quem usa métodos contraceptivos deve ficar ainda mais atento para nutrir seu corpo, de forma a suprir não só os nutrientes que o organismo necessita, como também a demanda extra de nutrientes que tais medicamentos provocam, como vitaminas do complexo B, magnésio, vitamina C e zinco.

“Uma orientação alimentar básica para proporcionar o equilíbrio dos hormônios é investir em cinco itens básicos nas refeições diárias: folhas verde-escuras; vegetais doces como batata doce, cebola e abóbora; frutas; grãos integrais; e proteínas de alta qualidade e oleaginosas, como castanhas, sementes, abacate e coco. Inclua cada vez mais estes alimentos no cardápio para garantir um processo eficaz de desintoxicação do organismo”, aconselha Melissa.

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